Geral Prevenção
Bahia articula ações para enfrentar possíveis impactos do El Niño no ciclo 2026/2027
Estado, municípios e União discutem medidas para reduzir riscos de seca, estiagem, escassez hídrica e incêndios no Nordeste
01/09/2026 16h22 Atualizada há 3 semanas atrás
Por: Anderson Almeida Fonte: Ascom / GOVBA
Jeane Abreu / GOVBA

O Governo da Bahia, a União dos Municípios da Bahia (UPB) e a Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República (SRI/PR) reuniram representantes das esferas federal e municipal nesta terça-feira (1º), no auditório da UPB, em Salvador, para discutir medidas diante dos possíveis impactos do El Niño no ciclo 2026/2027. O encontro contou com a presença do governador Jerônimo Rodrigues.

A reunião teve como objetivo antecipar estratégias para possíveis cenários de seca e estiagem, além de organizar a atuação dos órgãos públicos diante de riscos relacionados à escassez hídrica e ao aumento de ocorrências de incêndios. O fenômeno climático pode provocar alterações nos padrões de chuva e temperatura, com impactos especialmente no Nordeste.

Para conduzir as ações, o Estado criou um comitê responsável pela elaboração do Plano Estadual de Ações de Enfrentamento aos Impactos do El Niño 2026/2027. O documento reúne medidas emergenciais e de continuidade em áreas como segurança hídrica, agricultura familiar, alimentação, saúde, defesa civil e prevenção e combate a incêndios.

Jeane Abreu / GOVBA

Entre as estratégias está a possibilidade de adoção de medidas para enfrentar a escassez hídrica, que poderão ser acionadas pela Secretaria de Infraestrutura Hídrica e Saneamento (SIHS) conforme a necessidade. Para o setor rural, estão previstas iniciativas como o Garantia-Safra e o Projeto Sertão Vivo, além do fortalecimento das ações de prevenção e combate aos incêndios.

Os municípios também integram o planejamento, com a definição antecipada de protocolos e procedimentos para situações de emergência. A proposta é estabelecer as atribuições de cada esfera de governo e criar mecanismos para facilitar uma resposta coordenada diante de eventuais ocorrências.

Segundo o superintendente de Proteção e Defesa Civil, Osny Bonfim, a preparação antecipada é importante para organizar a atuação dos municípios. “Quando trabalhamos previamente na definição dos protocolos, conseguimos identificar as necessidades de cada município e estabelecer como será a atuação conjunta em uma situação de emergência. Isso permite uma resposta mais rápida e organizada”.