A candidata a deputada federal Professora Angélica (PSDB) criticou o que classificou como silêncio de parte da classe política diante do episódio de agressão registrado no domingo (6), em Vila de Abrantes, em Camaçari, e cobrou uma atuação independente de posições partidárias. Durante o desfile cívico de 7 de Setembro, na Gleba E, a ex-vereadora afirmou que a defesa das mulheres deve estar acima de siglas e relacionou o episódio ao caso de violência política de gênero pelo qual o vereador Dentinho do Sindicato (PT), foi condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
“Muito triste, né? Camaçari mais uma vez passa por uma cena de violência e eu digo: a gente cuida de mulheres, não é de partido, não é de sigla”, afirmou Angélica ao comentar o caso.
A candidata criticou o que considera uma diferença de tratamento por parte da classe política entre o episódio mais recente e o caso envolvendo sua atuação como vereadora de Camaçari. “Graças a Deus abraçaram esse episódio de ontem, tá todo mundo indo pra cima, brigando, mas esqueceram que uma vereadora sofreu dentro da Casa Legislativa e até hoje ninguém posicionou. Nem os vereadores, né? Alguns vereadores, nenhum. Nem o outro lado”, declarou.
A candidata a deputada federal pelo PSDB também afirmou que a classe política voltou a se silenciar diante de um caso de violência contra a mulher e criticou a ausência, segundo ela, de uma manifestação pública da deputada federal Ivoneide Caetano. Angélica citou o fato de Ivoneide liderar o movimento “Mulheres Vivas – Basta de Feminicídio” e afirmou que, até o momento da entrevista, a parlamentar não havia divulgado uma nota oficial de repúdio à agressão atribuída a um integrante ligado à administração municipal. O movimento foi lançado por Ivoneide em janeiro deste ano, em Camaçari, com foco no enfrentamento da violência contra as mulheres.
Sobre o caso em Vila de Abrantes, a deputada federal Ivoneide Caetano (PT) afirmou ao Mais Região que o homem envolvido é um “agente político”. A parlamentar declarou ter pedido a apuração dos fatos, manifestado solidariedade às pessoas envolvidas e colocado o mandato à disposição da vítima.
Ao cobrar uma postura mais ampla sobre casos de violência, Angélica reforçou que a proteção às mulheres deve ultrapassar disputas partidárias. “A gente esperando realmente até quando vai essa violência contra as mulheres. Então, gente, tá na hora da gente acordar, parar com a falácia e cuidar de vidas. Nós mulheres queremos viver, independente de sigla. Estamos aqui realmente para lutar por essas mulheres”, afirmou.
Angélica também mencionou sua atuação política na defesa das mulheres ao cobrar que o enfrentamento à violência seja tratado de forma independente de alinhamentos partidários.