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Política em Foco Eleições 2026

Luciano Simões sobe o tom e diz que “a paciência do povo esgotou” com problemas da Bahia

Durante entrevista ao programa É do Povo, deputado estadual e candidato à reeleição criticou áreas como segurança pública, saúde e educação, além de promessas de infraestrutura

16/09/2026 11h17 Atualizada há 3 semanas atrás
Por: Anderson Almeida Fonte: Mais Região
Keila Abreu / Mais Região
Keila Abreu / Mais Região

O deputado estadual e candidato à reeleição Luciano Simões (União Brasil) subiu o tom ao criticar problemas enfrentados pela população da Bahia durante entrevista na manhã desta quarta-feira (16), no programa É do Povo, transmitido pela Rádio Sauípe FM (102,9). Ao abordar obras e serviços públicos, o parlamentar afirmou que a população estaria cansada de promessas. “A paciência do povo esgotou. Já deu. Chega de promessa Salvador-Itaparica. Chega de promessa de metrô para Camaçari. Chega! O povo não aguenta mais viver com os problemas da Bahia. Todos heranças e legados do PT”, declarou.

Na segurança pública, Simões criticou a situação enfrentada pela Região Metropolitana de Salvador (RMS) e pela capital baiana e afirmou que organizações criminosas avançaram no território baiano. O deputado relacionou esse cenário a uma suposta expansão do Comando Vermelho para o Nordeste e citou conflitos registrados em outros estados. “Região Metropolitana e Salvador padecem do mesmo mal as organizações criminosas. Foi Lula, se voltar para o poder, o Comando Vermelho subir para o Nordeste. Foi automático. Lula ganhou esse último mandato, o Comando Vermelho saiu do Rio de Janeiro e subiu para o Nordeste”, afirmou.

Ainda sobre segurança, o parlamentar citou disputas territoriais envolvendo facções criminosas e criticou a condução da política pública no estado. “Porque o Comando Vermelho subiu para pegar o BDM e o PCC, essas catrevagens todas aí, para tomar território. Ninguém aguenta”, declarou. Na avaliação de Simões, a atuação dos policiais não seria o principal problema. “A polícia militar nunca esteve tão bem equipada há tantos anos, não sei o que, e a polícia militar nunca ganhou tão bem. Deixa a polícia trabalhar. A falha não é do policial, é da Política de Segurança Pública.”

A saúde também foi alvo das críticas. Simões questionou os resultados das ações do governo estadual e afirmou que a população continua enfrentando dificuldades para conseguir atendimento por meio da regulação. “Ninguém aguenta fila da regulação. Não dá. Ah, nós construímos 74 hospitais em 25 regiões, blá blá blá, não resolveu o problema”, afirmou. O deputado também fez questão de destacar a qualificação dos profissionais da área antes de criticar a condução das políticas públicas: “Nós temos excelentes médicos e enfermeiras, gente gabaritada, os melhores profissionais do Brasil, são baianos. Mas não funciona. É isso.”

Na educação, Luciano Simões comparou o ensino público atual com o de décadas anteriores e questionou critérios relacionados à aprovação de estudantes. “Todo mundo aqui, meu pai, minha mãe, Benedito, Jair, eles são fruto do ensino público. Compare o ensino público de antes com o ensino público de hoje”, disse. Em seguida, criticou o que classificou como uma política que impediria a reprovação de alunos. “Eles inventaram, uma coisa que você não pode reprovar aluno. Eles inventaram isso, porque sociologicamente não pega bem reprovar aluno. É mentira! É porque se você reprovar, você não recebe o repasse federal.”

Ao falar sobre economia e infraestrutura, o deputado também criticou a carga tributária e a estrutura administrativa do poder público, além de voltar a questionar a demora para a execução da Ponte Salvador-Itaparica. “Os empresários e empreendedores estão me ouvindo aqui um bocado de gente, vocês conseguem viver com essa carga tributária?”, questionou. Na sequência, Simões criticou a criação de uma secretaria estadual relacionada ao projeto: “Para o governo federal, para o governo do estado ter zilhões de secretarias municipais e zilhões de órgãos públicos, eles inventaram uma secretaria estadual da Ponte Salvador-Itaparica, foi aprovada na Assembleia Legislativa, criou-se mais uma secretaria de estado, com meio mundo de penduricalho de emprego, para requentar uma promessa que dura 20 anos”.

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