O jornalista José Pacheco Maia Filho, conhecido como Pacheco Maia, morreu aos 61 anos na tarde desta sexta-feira (18), em Salvador. Segundo o Sindicato dos Jornalistas da Bahia (Sinjorba), a morte ocorreu após complicações decorrentes do tratamento de um câncer na medula.
Formado pela Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Pacheco Maia atuou em redações, no marketing político e no serviço público. Ele também era torcedor do Esporte Clube Bahia e pesquisador da obra do cantor Raul Seixas. Na área sindical, ocupou o cargo de secretário-geral do Sinjorba entre 1993 e 1995, durante a gestão do jornalista Alberto Freitas.
Em maio de 2018, Pacheco foi nomeado pelo então prefeito de Salvador, ACM Neto, para comandar a Secretaria Municipal de Comunicação. Ele substituiu Paulo Alencar e permaneceu à frente da pasta durante a segunda gestão de Neto. Antes disso, havia chefiado a assessoria da Presidência da Câmara Municipal de Salvador, durante a gestão do vereador Leo Prates.
Em 2021, Pacheco assumiu a direção-geral da Fundação Paulo Jackson, responsável pelos trabalhos da Rádio e TV ALBA. Dois anos depois, em 2023, foi nomeado pelo governador Jerônimo Rodrigues para o cargo de coordenador-geral de jornalismo da Secretaria de Comunicação Social (Secom) do Governo da Bahia. O jornalista também participou de campanhas políticas, entre elas as de Paulo Souto ao Governo da Bahia, ACM Neto à Prefeitura de Salvador e João Roma ao governo estadual, em 2022.
Após a confirmação da morte, autoridades e colegas prestaram homenagens ao jornalista. Jerônimo Rodrigues lamentou a perda e afirmou que Pacheco deixou sua marca na Bahia. “Neste momento de dor, manifesto minha solidariedade à sua família, aos amigos e colegas que compartilharam tantos momentos ao seu lado. Meu abraço carinhoso a todos. Que Deus conforte cada coração”, disse o governador.
ACM Neto também lamentou a morte e destacou a atuação de Pacheco durante sua segunda gestão à frente da Prefeitura de Salvador, incluindo o período da pandemia de Covid-19. “Pacheco era desses homens cuja inteligência não se encerrava no ofício. Tinha o olhar atento, a opinião firme e a capacidade incomum de enxergar além do óbvio”, declarou ACM Neto.
João Roma também publicou uma homenagem e lembrou a amizade construída antes dos cargos públicos. “Hoje a Bahia perde um grande profissional, mas eu também me despeço de um amigo e companheiro de tantas jornadas”, escreveu Roma.
O Sinjorba prestou solidariedade aos familiares, amigos e colegas de profissão.
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