O Ministério da Justiça oficializou nesta segunda-feira, 21, a demissão do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal. A decisão, publicada no Diário Oficial da União (DOU), aponta infração disciplinar de "abandono de cargo".
A demissão de Eduardo Bolsonaro foi assinada pelo ministro Wellington César Lima e Silva no dia 18 de setembro. O Processo Administrativo Disciplinar (PAD) aberto contra o ex-deputado havia sido concluído pela PF em julho deste ano e o relatório publicado no dia 21 do mesmo mês.
A infração aponta que Eduardo Bolsonaro faltou “ao serviço injustificadamente pelo período superior a trinta dias consecutivos". A demissão encerra uma carreira de remuneração inicial superior a R$ 14 mil e com progressão salarial ao longo dos anos de serviço.
Eduardo estava afastado de suas funções na PF para cumprir o seu mandato na Câmara dos Deputados. Contudo, teve o mandato cassado em 18 de dezembro por excesso de faltas.
Na última sexta-feira, 18, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou por unanimidade, um recurso apresentado pela defesa de Eduardo contra a condenação por coação no curso do processo da trama golpista.
Eduardo foi condenado por articular sanções dos EUA contra o Brasil. Segundo a denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR), ele atuou para que o governo americano adotasse medidas como o tarifaço, a Lei Magnitsky contra Moraes e a revogação de vistos de ministros do STF.
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