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No Brasil, salário do presidente da República cresceu 445% desde 1995
Atualmente, Lula recebe R$ 46.366,19 por mês como chefe do Executivo
21/09/2026 11h40
Por: Redação Fonte: A Tarde
Reprodução / Ricardo Stuckert/PR

O valor é o mesmo pago ao vice-presidente, aos ministros de Estado, aos senadores e aos deputados federais.

Após os descontos de Imposto de Renda, de R$ 11.570,25, e de Previdência Social, de R$ 988,07, o valor líquido fica em R$ 33.807,87.

Quem define o valor bruto?

O valor é definido pelo Congresso Nacional. A Constituição Federal estabelece que cabe exclusivamente ao Legislativo fixar os subsídios do presidente, do vice-presidente e dos ministros de Estado.

Isso significa que o presidente não define nem sanciona o próprio salário.

A remuneração dos ocupantes de mandato eletivo é paga em parcela única, sem acréscimo de gratificações, abonos, prêmios ou verbas de representação.

Salário do presidente cresceu 445% desde 1995

A remuneração do presidente aumentou 445,48% nos últimos 31 anos. O primeiro decreto do Congresso Nacional que definiu o valor após a implementação do Plano Real foi publicado em janeiro de 1995.

Naquele ano, o chefe do Executivo recebia R$ 8.500, enquanto o salário mínimo nacional era de R$ 100.

Desde então, o salário mínimo teve uma alta de 1.521%, passando de R$ 100 em 1995 para R$ 1.621, o valor vigente em 2026.

Quais benefícios o presidente tem?

Além do subsídio mensal, o presidente conta com uma estrutura pública destinada ao exercício do cargo. Entre os recursos disponíveis estão residências oficiais, veículos, transporte aéreo, equipe de apoio, segurança e estrutura médica.

Esses benefícios não correspondem a um salário adicional. Eles fazem parte da estrutura de funcionamento da Presidência da República e estão previstos em diferentes normas.

O presidente pode, por exemplo, usar o Palácio da Alvorada e a Granja do Torto como residências oficiais.

Cartão corporativo

O presidente também conta com o Cartão de Pagamento do Governo Federal (CPGF), conhecido como cartão corporativo.

O cartão, porém, não é de uso exclusivo do chefe do Executivo e pode ser utilizado por servidores da Presidência autorizados nominalmente.

Dados do Portal da Transparência da Controladoria-Geral da União (CGU) mostram que R$ 303 milhões foram gastos com cartões corporativos entre janeiro e agosto de 2026.

Desse total, R$ 8,8 milhões foram registrados pela Presidência da República.