O candidato a deputado federal pela Rede, Márcio da Auto Escola, afirmou que sua candidatura não foi construída para negociar espaços ou cargos e que sua atuação política passou a ser marcada pela independência. A declaração foi dada na manhã desta quinta-feira (24), durante entrevista ao programa É do Povo, da Sauípe FM. Márcio disputou uma vaga de vereador em Camaçari nas eleições de 2024, quando recebeu 592 votos e ficou como suplente. (HubPolítico)
Segundo o candidato, a decisão de assumir uma postura independente teria provocado afastamentos e situações que classificou como “retaliações”. Márcio afirmou ainda ter sido alvo de chacotas e críticas por não aceitar seguir determinações de grupos políticos. “Se for para estar dizendo amém, não conte comigo”, declarou durante a entrevista.
Márcio também fez críticas ao modelo de liderança política em que aliados, segundo ele, precisam seguir integralmente as decisões de um líder. Para o candidato, eventuais alianças precisam ser construídas a partir de diálogo e convergência. Ele afirmou que não aceitaria cumprir uma orientação política caso entendesse que ela fosse equivocada ou contrariasse a legislação.
Ao falar sobre o cenário eleitoral, o candidato apostou em uma possível renovação nos legislativos estadual e federal. Márcio afirmou que tem percebido, durante suas andanças por municípios, um sentimento de insatisfação entre eleitores e disse acreditar que o resultado das urnas poderá surpreender. A afirmação sobre uma possível renovação, no entanto, foi apresentada por ele como uma projeção política, e não como resultado de pesquisa eleitoral.
Um dos momentos mais contundentes da entrevista ocorreu quando Márcio abordou a relação entre benefícios, pressão política e voto. Ele afirmou que costuma orientar eleitores a aceitarem eventuais ofertas durante a campanha, mas votarem de acordo com a própria consciência no momento da eleição. “Aceite a cesta básica, aceite o vale-gás, aceite o Pix, aceite o santinho batizado, mas vote de acordo com a sua consciência”, disse.
Na sequência, o candidato criticou o que chamou de “voto de cabresto” e “voto da coerção”, relatando situações em que, segundo ele, eleitores seriam pressionados sob ameaça de perder benefícios, empregos ou outras vantagens. Márcio defendeu que o eleitor não tenha medo de votar de acordo com sua escolha, destacando o caráter secreto do voto na urna eletrônica. “É você e a urna”, resumiu.
Márcio da Auto Escola disputa em 2026 uma vaga de deputado federal pela Rede, com o número 1811. A candidatura consta como deferida nos registros consultados, e a eleição está marcada para 4 de outubro. (MeuVoto)