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Geral Operação Iceberg

Grupo escondia drogas em produtos de beleza para vender a clientes de alto poder aquisitivo

12 suspeitos foram presos; Investigação identificou negociações pelo Instagram, pagamentos via Pix e envio de entorpecentes camuflados em potes de creme Matéria:

24/09/2026 23h29 Atualizada há 36 minutos atrás
Por: Luana Velloso Fonte: Redação
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A Polícia Civil da Bahia identificou, durante as investigações que resultaram na Operação Iceberg, um grupo suspeito de comercializar drogas para clientes de alto poder aquisitivo, entre eles médicos, empresários, advogados e outros profissionais. Deflagrada nesta quinta-feira, 24 de setembro, a operação resultou na prisão de 12 suspeitos e revelou que parte dos entorpecentes era escondida em produtos de beleza para dificultar a identificação durante o transporte.

Segundo as investigações, havia drogas importadas do Paraguai e material fornecido a partir de São Paulo. Parte dos entorpecentes chegava à Bahia e a Sergipe por meio de um fornecedor paulista. Os investigadores também encontraram informações sobre drogas transportadas dentro de potes de creme para cabelo, que seguiam para outras localidades como se fossem produtos convencionais.

O grupo utilizava principalmente o Instagram para negociar os produtos. Os pedidos eram feitos por mensagens privadas, os pagamentos ocorriam principalmente por Pix e as entregas eram realizadas em locais previamente combinados, em embalagens discretas e sem identificação do conteúdo. A investigação aponta que o modelo de comercialização era estruturado para atender consumidores dispostos a pagar valores superiores aos praticados no mercado ilegal convencional.

Os entorpecentes eram apresentados com nomes como Ice, Wolf, Dry, Flor 24K e Refil Hallu Califa. Segundo a apuração policial, os produtos eram comercializados como itens diferenciados e tinham preços acima dos normalmente cobrados no mercado ilegal para esse tipo de produto.

A investigação aponta ainda que o esquema movimentou mais de R$ 9,6 milhões em mais de 16,6 mil transações bancárias. A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 200 milhões em 20 contas relacionadas aos investigados, sendo 15 de pessoas físicas e cinco de pessoas jurídicas. Também foram determinadas medidas para tornar indisponíveis veículos e outros ativos vinculados ao grupo.

Entre os alvos da operação estão Erik Castro Gusmão Seixas, apontado como principal alvo da investigação, e Luccius Magno Fernandes Neiva Gomes, também preso durante a ação. A identificação dos investigados consta do material divulgado sobre a Operação Iceberg.

Os mandados judiciais foram cumpridos em Salvador, Santo Antônio de Jesus, Vitória da Conquista e Ilhéus, na Bahia, além de Aracaju, em Sergipe. A investigação aponta uma estrutura de comercialização com diferentes funções, envolvendo fornecedores, distribuidores e responsáveis pela movimentação financeira.

Na capital baiana, o principal alvo foi localizado no Alto do Itaigara. As diligências também alcançaram outras áreas de Salvador. De acordo com a investigação, as redes sociais eram utilizadas como principal canal de venda, enquanto o transporte era organizado de forma a dificultar a identificação dos entorpecentes e de seus destinatários.

A Operação Iceberg foi deflagrada após a apuração de uma estrutura voltada à venda de drogas por meio das redes sociais. As investigações indicaram que o público atendido pelo grupo incluía consumidores de maior poder aquisitivo, com negociações conduzidas de maneira discreta e pagamentos realizados principalmente por transferência via Pix. Os 12 presos permanecem na condição de suspeitos e investigados, conforme os registros divulgados sobre a operação.

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