O Ministério Público da Bahia (MPBA), por meio da Promotoria de Justiça Militar da Capital, ofereceu denúncia contra sete policiais militares por supostas agressões ocorridas durante o Carnaval de Salvador de 2026. Os fatos teriam acontecido na noite de 14 de fevereiro, no circuito Dodô (Barra-Ondina), após uma discussão envolvendo foliões.
Conforme a denúncia, policiais de uma guarnição do Batalhão de Policiamento Turístico (Bpatamo) teriam agredido três homens após o desentendimento. Entre as supostas vítimas estão dois policiais militares que estavam de folga. O MPBA aponta que os episódios ocorreram durante a atuação da equipe no circuito carnavalesco.
Ainda segundo o Ministério Público, o soldado Matheus Santos Fonseca teria utilizado um bastão policial para atingir as costas e o tórax de João Vitor Dias da Cruz. Posteriormente, ele teria desferido dois golpes de cassetete contra a cabeça de Rômulo Ramos da Costa Brito, que sofreu uma fratura na mandíbula, precisou ser hospitalizado e passou por procedimento cirúrgico.
Os soldados Lucas Mateus Cunha Cardoso e Murilo Pamponet de Oliveira também foram denunciados por supostas agressões contra João Vitor. Já o aspirante Rosemberg Pereira Ribeiro é acusado de ter agredido Marlon Araújo do Rosário e torcido o braço dele. As acusações ainda incluem o aspirante Chris Amon Moraes Pinheiro Santos, apontado pelo MPBA como responsável por agressões e supostas ofensas homofóbicas contra João Vitor.
A denúncia também envolve a aspirante Adriana da Silva, acusada de constrangimento ilegal durante uma tentativa de impedir que as agressões fossem registradas por meio de um celular. O aluno oficial Arlinton Dourado dos Santos foi denunciado por suposta violência contra inferior hierárquico e por possíveis ofensas homofóbicas. Os sete policiais serão submetidos ao processo, caso a denúncia seja recebida pela Justiça.
Para fundamentar a acusação, o MPBA informou ter reunido documentos, depoimentos, registros médicos, fotografias, imagens de câmeras de segurança e vídeos relacionados ao episódio. O órgão pediu o recebimento da ação penal, além da oitiva das vítimas e testemunhas, e requereu a condenação dos denunciados ao final do processo caso as provas produzidas confirmem as acusações apresentadas.