Um grupo de moradores de Senhor do Bonfim, na região centro-norte da Bahia, realizou uma manifestação contra o governador Jerônimo Rodrigues (PT), utilizando um caminhão como uma espécie de palco móvel para percorrer as ruas da cidade. O ato ocorre nove dias antes da votação das eleições de 2026 e reuniu críticas direcionadas principalmente às áreas de saúde, segurança pública, emprego e educação.
A principal cobrança apresentada durante o protesto foi relacionada à saúde, especialmente ao sistema de regulação estadual. Para chamar atenção para a pauta, manifestantes usaram roupas que representavam profissionais da área médica e exibiram cartazes com mensagens direcionadas ao governador. Uma das frases dizia “Cadê a regulação, Jerônimo?”, com o nome do governador destacado em vermelho e tinta escorrendo, em uma representação simbólica de sangue. Outro cartaz questionava: “Aguarde a Regulação. Até quando?”.
A demora para conseguir atendimento e acesso a leitos também esteve entre as principais críticas. Um dos cartazes levados durante o ato trazia a mensagem: “O paciente não espera o leito, espera a morte. Quanto tempo uma vida pode esperar?”. Em outra faixa, os manifestantes cobravam: “Cadê a vaga? Cadê a resposta? Cadê a regulação?”. A insatisfação com o atendimento foi reforçada ainda pela frase “A demora da regulação mata mais que a doença”.
O desemprego também foi utilizado como argumento pelos participantes da manifestação. Um dos cartazes dizia: “Nossa juventude quer trabalho e futuro. 9,2% de desemprego na Bahia. Até quando? Jerônimo”. Outra mensagem afirmava: “Bahia entre as maiores taxas de desemprego do Brasil. Até quando?”. As frases foram apresentadas pelos manifestantes como cobranças relacionadas à geração de emprego e às perspectivas para a população baiana, especialmente para os jovens.
A segurança pública também entrou na pauta do protesto. Um dos cartazes dizia: “5 das 10 cidades mais violentas do Brasil estão na Bahia”. A mensagem fez referência aos índices de violência registrados no estado e foi utilizada pelos participantes para cobrar ações do governo estadual diante do cenário de criminalidade. As críticas se somaram às demais reivindicações apresentadas durante o percurso do caminhão pelas ruas de Senhor do Bonfim.
O protesto ocorreu em um momento de forte mobilização política na Bahia, com os candidatos e grupos políticos intensificando a disputa pelo eleitorado na reta final da campanha. Em Senhor do Bonfim, os manifestantes escolheram as ruas para expor suas insatisfações e direcionar as cobranças ao governador, transformando o ato em uma manifestação pública contra problemas que, segundo eles, afetam diretamente a população baiana.
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