A candidata a deputada federal Daniela Lacerda (Avante) criticou a carga tributária e as dificuldades enfrentadas por empreendedores na Bahia durante entrevista na manhã desta quarta-feira (30) ao programa É do Povo, transmitido pela Rádio Sauípe FM (102,9). Durante a conversa, ela questionou o retorno dos impostos pagos pela população e defendeu a criação de condições mais favoráveis para quem trabalha e investe no próprio negócio.
“A gente paga muito imposto dentro desse estado. E cadê isso? Volta como pra gente?”, questionou Daniela. Na avaliação da candidata, o cenário econômico após a pandemia dificultou a recuperação de empresas que precisaram recorrer a capital alavancado e empréstimos para manter suas atividades.
Daniela também citou a redução do consumo como um dos fatores que, segundo ela, impactaram o comércio. “Cadê o consumidor final que depois da pandemia teve a oportunidade de aumentar o ticket médio dentro de um supermercado, pra você que trabalhou com capital alavancado conseguir pagar o seu empréstimo?”, afirmou.
Na sequência, a candidata apontou o aumento dos custos financeiros e a redução do número de clientes como obstáculos para os empresários. “O que aconteceu depois da pandemia foi o consumo baixou porque as pessoas já tinham outros lugares pra gastar o seu dinheiro e você, empreendedor, fica com maior taxa de juros, fica com menor número de clientes comprando dentro das suas redes e tendo que se virar”, declarou.
A candidata também destacou as dificuldades enfrentadas por empresas nos primeiros anos de funcionamento e relacionou o cenário à necessidade de maior apoio ao empreendedorismo. “Como um estado tão rico paga tanto imposto e não dá oportunidade pra quem trabalha e pra quem empreende?”, questionou. Daniela afirmou ainda que passou uma década atuando no varejo e que conhece as dificuldades enfrentadas por quem precisa manter um negócio em funcionamento.
Ao defender maior reconhecimento aos empreendedores, Daniela ressaltou a capacidade de superação de quem enfrenta dificuldades financeiras e consegue recomeçar. “Porque, assim, o empreendedor, quando ele quebra e se supera, ele deu um golpe. Porque as pessoas não compreendem que o empreendedor é o cara mais resiliente que existe dentro do sistema”, disse. A candidata também mencionou dados relacionados à duração dos negócios e citou o Sebrae ao abordar a dificuldade de sobrevivência das empresas.