O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deverá ter participação ativa em um eventual governo de seu filho, Flávio Bolsonaro (PL), caso o senador seja eleito presidente no segundo turno. Segundo o dirigente partidário, Bolsonaro poderá opinar sobre a administração, influenciar decisões e até indicar nomes para cargos, mas não deverá ocupar um ministério.
“Bolsonaro vai participar muito dessa administração. Não tenho dúvida disso. Ele vai dar opinião. Não, não vai ser ministro, mas vai dar opinião”, declarou Valdemar durante entrevista à GloboNews.
Jair Bolsonaro está preso desde agosto de 2025. De acordo com Valdemar, em um eventual governo de Flávio, o ex-presidente deverá exercer influência semelhante à que teve durante sua própria administração, especialmente na escolha de pessoas para postos considerados importantes.
O presidente nacional do PL afirmou ainda que Flávio deverá adotar, no início de um eventual governo, uma estratégia semelhante à utilizada por Bolsonaro, com pessoas de confiança em posições relevantes e autonomia para os integrantes da administração.
“Eu tenho certeza que ele vai querer que o Flávio faça um governo parecido com o dele, de gente qualificada, com autonomia e negociar. Ele pode participar nisso [de indicar nomes]. Não tenho dúvida de que ele vai querer participar disso aí”, disse Valdemar.
A declaração ocorre após Flávio Bolsonaro avançar para o segundo turno da eleição presidencial. A disputa pela Presidência da República terá como adversário o candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Para a segunda etapa da campanha, Valdemar Costa Neto também defendeu uma reaproximação do PL com União Brasil, PP e Republicanos, com o objetivo de ampliar o apoio a Flávio Bolsonaro. Segundo o dirigente, as negociações poderão envolver também a Câmara dos Deputados e suas comissões permanentes.
“Nós vamos ter que negociar com esses partidos agora para trazer todo mundo para o segundo turno”, afirmou.
Valdemar também disse que pretende buscar o apoio dos governadores Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) para a candidatura de Flávio. Os dois disputaram a Presidência no primeiro turno.
A estratégia do PL para o segundo turno inclui, portanto, tanto a ampliação das alianças partidárias quanto a aproximação com lideranças que participaram da primeira etapa da eleição. Nesse cenário, Valdemar projeta uma participação direta de Jair Bolsonaro na formação e na condução de um eventual governo de Flávio, embora ressalte que o ex-presidente não deverá assumir um ministério.