Começou na manhã desta terça-feira (6), no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador, o julgamento de Patric Ribeiro Tupinambá e Edgar da Silva Santos, acusados da morte do cabeleireiro Valdir Macário, conhecido como Valdir Cabeleireiro. A sessão ocorre perante o 2º Juízo da 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Salvador e é conduzida pelo juiz Paulo Sérgio Barbosa de Oliveira.
O crime aconteceu em 12 de novembro de 2016, dentro do Salão Valdir Cabeleireiro, localizado na Avenida Vasco da Gama. Segundo as informações do processo, os acusados teriam entrado no estabelecimento, onde clientes aguardavam atendimento, e efetuado diversos disparos contra a vítima. A ação foi registrada por câmeras de segurança do local e as imagens foram utilizadas durante as investigações.
De acordo com a denúncia do Ministério Público da Bahia (MP-BA), Edgar Silva dos Santos teria encomendado a morte de Valdir a Patrick Ribeiro Tupinambá, conhecido como Bagão. Ainda conforme a acusação, a motivação estaria relacionada a uma vingança por ciúmes. Após ser preso, Edgar teria confessado à polícia que era o mandante e relatado que Valdir estaria ajudando o irmão, Reginaldo, a ter encontros amorosos com a mulher dele.
Ainda segundo a denúncia, antes da morte de Valdir, Edgar teria tentado matar Reginaldo no próprio salão do cabeleireiro, em 15 de outubro de 2016. Como Reginaldo sobreviveu, a acusação aponta que Edgar teria decidido se vingar do irmão e encomendado a morte de Valdir. Edgar e Patrick foram denunciados pelo MP-BA por homicídio qualificado em março de 2017.
O julgamento desta terça-feira acontece após sucessivos adiamentos. A sessão deveria ter ocorrido em setembro, mas foi novamente adiada a pedido da defesa, que alegou problemas de saúde. Segundo o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), o pedido foi apresentado minutos antes do início da sessão. Entre os motivos apontados para adiamentos anteriores também estão problemas de saúde de um dos réus e incompatibilidade de agenda do advogado.
Em novembro de 2017, o juiz Eduardo Augusto Leopoldino considerou que o MP-BA não havia conseguido comprovar que Edgar era o mandante do crime, e ele não foi levado a julgamento naquele momento. O acusado voltou a ser preso em 2020, durante uma ação da Polícia Militar no bairro de Itapuã, em Salvador, por possuir um mandado de prisão em aberto relacionado a outros crimes. A prisão não estava relacionada à morte de Valdir. Nesta terça, serão ouvidas duas testemunhas de acusação e uma de defesa. A expectativa do magistrado é de que o julgamento seja concluído ainda na noite desta terça-feira.