Lionel Messi encerrou nesta quarta-feira (6) sua trajetória com a camisa da seleção argentina com uma vitória por 3 a 0 sobre Benin, no estádio Monumental de Núñez, em Buenos Aires. Considerado um dos maiores jogadores da história do futebol argentino, ao lado de Diego Maradona, o craque disputou 208 partidas pela Albiceleste ao longo de 21 anos e deixa a seleção como maior artilheiro de sua história, com 126 gols.
O amistoso teve os três gols marcados no segundo tempo. Nicolás Otamendi abriu o placar, Nico Paz ampliou e Messi fechou a vitória argentina em cobrança de pênalti. O camisa 10 ainda participou diretamente dos dois primeiros gols ao dar as assistências para Otamendi e Nico Paz. Apesar do resultado, o principal significado da partida foi a despedida de Messi, que encerra uma trajetória marcada por derrotas, críticas, títulos e recordes.
Messi estreou pela seleção principal em 2005 e passou parte significativa da carreira convivendo com a cobrança por não conseguir repetir, com a Argentina, o mesmo sucesso que alcançava pelo Barcelona. Na primeira metade de sua trajetória, o atacante participou de quatro campanhas que terminaram com vice-campeonatos. Foram as derrotas para o Brasil na Copa América de 2007, para a Alemanha na Copa do Mundo de 2014 e para o Chile nas finais da Copa América de 2015 e 2016.
A sequência de resultados negativos chegou a levar Messi a anunciar sua aposentadoria da seleção após a derrota para o Chile na Copa América de 2016. O jogador, no entanto, voltou atrás na decisão e foi reintegrado à equipe. Nos anos seguintes, a Argentina ainda enfrentou novos fracassos, como a eliminação na Copa do Mundo de 2018 e a derrota para o Brasil na semifinal da Copa América de 2019.
O cenário começou a mudar em 2021, quando a Argentina conquistou a Copa América ao derrotar o Brasil por 1 a 0 no Maracanã. Messi foi eleito o melhor jogador da competição, e a conquista encerrou um jejum de 28 anos sem títulos da seleção principal argentina. O troféu também reduziu a pressão sobre o jogador e abriu o caminho para a fase mais vitoriosa de sua passagem pela equipe nacional.
Sob o comando do técnico Lionel Scaloni, Messi conduziu a Argentina a uma sequência de três títulos, entre eles o principal troféu de sua carreira pela seleção: a Copa do Mundo de 2022. A conquista no Catar consolidou o argentino entre os maiores jogadores da história do futebol e encerrou grande parte dos questionamentos que acompanhavam sua trajetória internacional.
A seleção ainda conquistou a Finalissima de 2022 e a Copa América de 2024. Em 2026, a Argentina chegou novamente à final da Copa do Mundo, mas perdeu o título para a Espanha. Mesmo sem conquistar o torneio, Messi terminou a competição com oito gols e quatro assistências e estabeleceu novos recordes históricos.
Pela seleção principal, Messi encerra a trajetória com quatro títulos: Copa América de 2021, Finalissima de 2022, Copa do Mundo de 2022 e Copa América de 2024. Antes disso, também havia conquistado o Mundial Sub-20 de 2005 e a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, pelas seleções de base.
Além dos 126 gols, Messi deixa a Argentina como maior assistente, com 70 passes para gol, e jogador com mais partidas pela seleção, com 208 jogos. Ele também é o maior artilheiro das Eliminatórias Sul-Americanas, com 36 gols, e detém o recorde de partidas em Copas do Mundo, com 34, além de ser o jogador com mais jogos na Copa América, com 39.
O argentino é ainda o único jogador eleito duas vezes o melhor de uma Copa do Mundo, em 2014 e 2022. Ao todo, disputou seis edições do Mundial, em 2006, 2010, 2014, 2018, 2022 e 2026. O apito final contra Benin, portanto, marcou o encerramento de uma trajetória de mais de duas décadas, que começou sob forte cobrança e terminou com Messi consolidado como um dos maiores nomes da história da seleção argentina.