O Republicanos anunciou nesta quarta-feira (7) apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República no segundo turno das eleições de 2026. A decisão foi apresentada pelo presidente nacional da legenda, deputado federal Marcos Pereira (SP), ao lado do candidato, na sede do partido, em Brasília.
Durante o anúncio, Pereira afirmou que a legenda apoiará Flávio, mas ressaltou que serão preservadas as particularidades dos diretórios da Paraíba e de Pernambuco. “Venho anunciar que o Republicanos apoiará Flávio Bolsonaro para presidente. 1º turno passou, povo falou e agora Brasil tem escolha clara. Mas eu afirmo que mantenho respeito às particularidades locais na Paraíba e em Pernambuco. Cada um sabe o que é melhor para sua região, muito mais do que os gabinetes em Brasília”, declarou.
Participaram do evento o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), além de outros governadores e parlamentares da legenda. Tarcísio teve papel importante na articulação para que o partido formalizasse a adesão à candidatura de Flávio no segundo turno.
A decisão representa uma mudança em relação ao primeiro turno, quando o Republicanos optou pela neutralidade na disputa presidencial. Em agosto, 17 diretórios estaduais haviam se manifestado pela independência da legenda na eleição nacional, enquanto nove defenderam uma aliança com o PL e um declarou preferência pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Apesar do apoio nacional, a decisão não obriga todos os diretórios estaduais a seguirem a orientação da direção da legenda. A Paraíba e Pernambuco, citados por Marcos Pereira, terão liberdade para manter seus posicionamentos locais.
Com a adesão do Republicanos, Flávio amplia o grupo de partidos que declararam apoio à sua candidatura no segundo turno. A federação formada por União Brasil e Progressistas já havia confirmado apoio, assim como o Partido Novo. O senador também recebeu manifestações de apoio de lideranças que disputaram o primeiro turno, entre elas Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), embora o PSD tenha mantido neutralidade como partido.
No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Flávio Bolsonaro terminou na primeira colocação, com 47,03% dos votos válidos, o equivalente a 56.104.503 votos. Lula ficou em segundo, com 45,16%, ou 53.879.538 votos. A diferença foi de 2.224.965 votos, correspondente a 1,87 ponto percentual.
O resultado levou os dois candidatos ao segundo turno, marcado para 25 de outubro. A campanha agora entra em uma nova etapa de articulação política, com os candidatos em busca dos votos dos eleitores que apoiaram os demais concorrentes no primeiro turno e das estruturas partidárias capazes de ampliar suas bases nos estados.
O apoio do Republicanos ocorre em um cenário de avanço da candidatura de Flávio entre partidos de centro e de direita. A movimentação também amplia a pressão sobre Lula, que busca construir novas alianças para a segunda etapa da eleição. Ao mesmo tempo, a manutenção da liberdade para diretórios de estados como Paraíba e Pernambuco mostra que o posicionamento nacional da legenda não elimina as diferenças políticas regionais.