A primeira pesquisa Datafolha sobre o segundo turno das eleições presidenciais de 2026 aponta Flávio Bolsonaro (PL) com 49% das intenções de voto, ante 45% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A diferença de quatro pontos percentuais configura empate técnico no limite da margem de erro, de dois pontos para mais ou para menos, segundo o instituto, que identifica maior probabilidade de o candidato do PL estar à frente.
No cálculo dos votos válidos, Flávio Bolsonaro aparece com 52%, enquanto Lula registra 48%. O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo.
Na pesquisa estimulada, em que os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, os resultados em votos totais são: Flávio Bolsonaro, 49%; Lula, 45%; branco, nulo ou nenhum candidato, 5%; e indecisos, 1%.
Os votos válidos são calculados com a exclusão dos eleitores que declaram voto em branco ou nulo e daqueles que ainda não decidiram em quem votar. Esse é o critério utilizado pela Justiça Eleitoral para determinar o resultado das eleições.
De acordo com o levantamento, 46% dos eleitores que votaram em Cury (Avante), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) no primeiro turno afirmam que agora pretendem votar em Flávio Bolsonaro. Outros 32% desse grupo declaram intenção de votar em Lula, enquanto 15% dizem que votarão em branco ou nulo.
A distribuição das intenções de voto também varia conforme o perfil dos eleitores e a região do país. Lula apresenta vantagem entre pessoas com escolaridade fundamental, com 55% contra 41% de Flávio Bolsonaro; entre eleitores com renda de até dois salários mínimos, com 52% contra 41%; e entre católicos, com 53% contra 41%. No Nordeste, o petista registra 61%, ante 35% do adversário.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, tem vantagem entre os evangélicos, com 69% das intenções de voto contra 25% de Lula, e na Região Sul, onde aparece com 58%, ante 35% do presidente.
O levantamento também mediu a rejeição aos dois candidatos. Segundo os dados, 46% dos entrevistados rejeitam exclusivamente Lula, enquanto 43% rejeitam exclusivamente Flávio Bolsonaro. Outros 3% afirmam rejeitar ambos, e 8% dizem não rejeitar nenhum dos dois.
A pesquisa indica que o voto está definido para a maioria dos eleitores. Ao todo, 94% afirmam estar totalmente decididos sobre sua escolha, enquanto 6% admitem que ainda podem mudar de ideia.
O instituto também investigou a motivação do voto. Entre os entrevistados, 76% afirmam que escolhem seu candidato por considerá-lo a melhor opção, enquanto 19% dizem votar para derrotar o adversário. Os percentuais restantes correspondem a outras respostas ou a pessoas que não souberam responder.
Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, 69% dizem votar nele por considerá-lo o melhor candidato, enquanto 25% afirmam que a escolha tem como objetivo derrotar Lula. Outros 4% deram respostas diferentes, e 2% não souberam responder.
Entre os eleitores de Lula, 83% afirmam votar no presidente por considerá-lo a melhor opção. Outros 13% dizem votar para derrotar Flávio Bolsonaro, enquanto 3% deram outras respostas e 1% não soube responder.
Na pesquisa espontânea, em que os entrevistados respondem sem ter acesso prévio aos nomes dos candidatos, Flávio Bolsonaro aparece com 46% das citações, e Lula, com 44%. Outros 5% declaram intenção de votar em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 4% permanecem indecisos. Os percentuais podem não totalizar 100% devido a arredondamentos.
O Datafolha entrevistou 2.520 pessoas com 16 anos ou mais nos dias 6 e 7 de outubro de 2026, terça e quarta-feira, respectivamente. A pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. O registro na Justiça Eleitoral é BR-0949/2026.
No primeiro turno, conforme os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Flávio Bolsonaro terminou a disputa com 47,03% dos votos, enquanto Lula obteve 45,16%. A diferença entre os dois foi de aproximadamente 2,2 milhões de votos. Os candidatos voltam a disputar a Presidência da República no segundo turno, marcado para 25 de outubro.
O levantamento também avaliou a aprovação do governo Lula. Segundo os resultados, 49% desaprovam a gestão, mesmo percentual registrado na pesquisa anterior. A aprovação permanece em 48%, também sem alteração, enquanto 2% não souberam responder. Na rodada anterior, esse último grupo correspondia a 3%.
Na avaliação qualitativa do governo, 40% consideram a gestão ruim ou péssima, ante 41% na pesquisa anterior. A classificação de ótimo ou bom permanece em 35%, enquanto a avaliação regular passou de 23% para 24%. O percentual de entrevistados que não souberam responder ficou estável em 1%.
Os resultados mostram um cenário de disputa acirrada a pouco mais de duas semanas da votação, com diferença de quatro pontos percentuais nas intenções de voto totais e de quatro pontos entre os votos válidos. Apesar da vantagem numérica de Flávio Bolsonaro, o instituto considera que a disputa permanece tecnicamente empatada dentro dos limites da margem de erro.