A inflação na Região Metropolitana de Salvador (RMS) voltou a subir em setembro e chegou a 0,74%, segundo dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado interrompeu uma sequência de dois meses de deflação, quando o indicador registrou -0,32% em julho e -0,59% em agosto, e foi o maior para um mês de setembro na região desde 2021, quando atingiu 1,11%.
Apesar da alta, o índice da RMS ficou abaixo da inflação nacional, de 0,82%, e ocupou a nona posição entre os 16 locais pesquisados pelo IBGE. Os maiores resultados foram registrados na Grande Vitória (1,08%), em Goiânia (1,07%) e na Região Metropolitana de Belo Horizonte (1,05%). Já os menores índices foram observados em Rio Branco (0,53%), Aracaju (0,55%) e na Região Metropolitana de Fortaleza (0,57%).
Entre os nove grupos de produtos e serviços analisados, sete apresentaram aumento de preços na RMS. A maior alta foi registrada em habitação, com 2,50%, influenciada principalmente pela energia elétrica residencial, que subiu 9,06%. Segundo o IBGE, o aumento ocorreu após o fim da incorporação do Bônus de Itaipu nas faturas de energia emitidas em agosto. Em sentido contrário, o botijão de gás ficou 1,11% mais barato.
O grupo transportes registrou alta de 0,88% e exerceu a segunda maior pressão sobre a inflação regional. O principal destaque foi a passagem aérea, que aumentou 18,29%. A gasolina, por outro lado, teve queda de 0,37%. Alimentos e bebidas, grupo de maior peso nas despesas das famílias, subiram 0,48%, após três meses consecutivos de recuo. Entre os alimentos consumidos em casa, os tubérculos, raízes e legumes tiveram alta de 12,14%, com destaque para o tomate, que ficou 44,98% mais caro, e a batata-inglesa, com aumento de 17,98%.
Duas categorias ajudaram a conter a inflação em setembro: saúde e cuidados pessoais, com queda de 0,06%, e educação, com recuo de 0,04%. Em saúde, os produtos de higiene pessoal tiveram redução de 0,82%, incluindo o perfume, que ficou 2,32% mais barato. Na educação, a queda foi influenciada por artigos de papelaria, que recuaram 0,87%, e por cursos diversos, com redução de 0,13%.
Com o resultado de setembro, a inflação acumulada na RMS chegou a 3,55% em 2026, o terceiro menor índice entre os locais pesquisados e abaixo da média nacional, de 3,95%. No acumulado dos últimos 12 meses, a alta foi de 4,23%, acima dos 3,64% registrados até agosto, mas ainda inferior ao índice brasileiro, de 4,58%. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que acompanha a variação de preços para famílias com rendimentos mais baixos, também voltou a subir na região e fechou setembro em 0,73%.
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