Política em Foco Eleições 2026
Record cancela debate presidencial do segundo turno após ausência de Lula e Flávio Bolsonaro
Emissora atribuiu decisão à incompatibilidade de agendas; outros encontros entre os candidatos estão previstos para os dias 15, 18 e 23 de outubro.
09/10/2026 22h49 Atualizada há 1 hora atrás
Por: Luana Velloso Fonte: Redação
Foto: Reprodução / Divulgação / Ricardo Stuckert

A Record cancelou o debate presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), previsto para domingo (11), às 21h. A decisão foi anunciada nesta sexta-feira (9), e a emissora justificou o cancelamento pela incompatibilidade de agendas dos dois candidatos. O encontro seria o primeiro confronto direto entre os presidenciáveis no segundo turno das eleições de 2026.

Em comunicado, a emissora informou que o debate não seria realizado devido à dificuldade de conciliar os compromissos dos candidatos. Até a divulgação do cancelamento, não havia indicação de uma nova data para o encontro.

Outro debate presidencial está previsto para quinta-feira (15), organizado pelo grupo de comunicação O Momento da Decisão, formado por 11 veículos: CNN Brasil, Exame, Metrópoles, Novabrasil FM, Rádio Itatiaia, RedeTV!, Rede Vida, SBT, SBT News, Terra e VEJA+ TV. O encontro também enfrenta risco de cancelamento, segundo informações atribuídas à Folha de S.Paulo, porque as campanhas não haviam confirmado presença. Até a publicação das informações disponíveis, no entanto, a data permanecia prevista na programação do grupo.

Além desses encontros, estão programados debates na Band, em 18 de outubro, e na TV Globo, em 23 de outubro. Os dois confrontos estão previstos para ocorrer antes do segundo turno, marcado para 25 de outubro.

No primeiro turno, os dois candidatos também não participaram dos debates presidenciais. O encontro organizado pela TV Globo, previsto para 1º de outubro, foi cancelado no próprio dia, após duas decisões judiciais alterarem as regras estabelecidas pela emissora.

A primeira decisão foi proferida pela ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que proibiu a Globo de exibir o púlpito vazio reservado a Lula, que já havia informado que não participaria do debate. A determinação também impediu que os demais participantes direcionassem perguntas ao candidato ausente.

Após a decisão, Flávio Bolsonaro anunciou que também não participaria do encontro, embora tivesse confirmado presença anteriormente. A emissora alegou que as determinações judiciais recebidas poucas horas antes do programa comprometeram as regras previamente acordadas e inviabilizaram a realização do debate.

A segunda decisão foi proferida pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que garantiu a participação do candidato Renan Santos, do partido Missão, após solicitação apresentada pelo Solidariedade.

As regras de participação estabelecidas pela Globo previam o convite a candidatos cujos partidos tivessem representação mínima de cinco parlamentares no Congresso Nacional. Inicialmente, foram convidados Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante). Romeu Zema (Novo) também foi incluído após decisão judicial do ministro Kassio Nunes Marques. Posteriormente, a determinação de Gilmar Mendes autorizou a participação de Renan Santos.

O cancelamento do debate da Record amplia a incerteza sobre a realização de confrontos diretos entre os dois candidatos antes da votação de 25 de outubro. Com a disputa concentrada entre Lula e Flávio Bolsonaro, os encontros televisivos previstos para as próximas semanas permanecem como oportunidades para a apresentação e a comparação de propostas pelos eleitores.