A Unipar concluiu a segunda fase do projeto de sua fábrica em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, e ampliou a capacidade de purificação de cloro da unidade para até 15 mil toneladas por ano. A estrutura permitirá fornecer matéria-prima com especificações técnicas voltadas a aplicações industriais especializadas, entre elas a fabricação de determinados defensivos agrícolas.
A fábrica tem capacidade anual de produção de 20 mil toneladas de cloro. Com a nova etapa, parte desse volume poderá passar por processos de liquefação e purificação para atender às exigências de segmentos industriais que demandam características específicas do produto. A iniciativa amplia a atuação da companhia em uma cadeia relacionada ao agronegócio brasileiro.
O projeto também aumenta a flexibilidade operacional da unidade, diversifica o portfólio de produtos e amplia as possibilidades de fornecimento para diferentes setores industriais, de acordo com as necessidades dos clientes.
A fábrica de Camaçari foi o primeiro projeto greenfield da Unipar, termo utilizado para instalações construídas a partir do zero. A unidade foi implantada para ampliar a oferta de produtos químicos destinados a diferentes cadeias industriais do Nordeste, especialmente para atender à demanda do setor de saneamento básico.
Além das 20 mil toneladas anuais de cloro, a fábrica tem capacidade de produção de 22 mil toneladas de soda cáustica, 23 mil toneladas de ácido clorídrico e 160 mil toneladas de hipoclorito de sódio. Com a conclusão da segunda fase, a estrutura passa a contar também com capacidade para purificar até 15 mil toneladas de cloro por ano.
A operação mantém mais de 50 postos de trabalho, entre empregados próprios e profissionais terceirizados. As equipes envolvidas nas atividades participaram de mais de 6 mil horas de treinamento em 2024 e 2025, com foco em capacitação técnica e segurança operacional.
A unidade também adota medidas voltadas à eficiência energética. Toda a eletricidade utilizada na fábrica é proveniente de fontes 100% renováveis, com geração no Complexo Eólico Tucano, localizado na Bahia.
Outro recurso empregado é a tecnologia de membrana, considerada uma das alternativas mais eficientes para esse tipo de operação na indústria química. Segundo as informações divulgadas pela empresa, a tecnologia proporciona uma redução de aproximadamente 10% no consumo de energia elétrica em comparação com métodos tradicionais.