Uma mulher identificada como Aiali Cris, de 34 anos, foi assassinada a tiros na noite de terça-feira (13), no bairro Santo Antônio, em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). O corpo foi localizado em uma área de vegetação às margens da Rua Sabiá. A ocorrência mobilizou equipes da Polícia Militar (PM-BA) e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas a morte foi confirmada no próprio local.
Os primeiros levantamentos periciais apontaram que a vítima apresentava pelo menos quatro ferimentos provocados por disparos de arma de fogo, concentrados na cabeça e nas costas. A posição em que o corpo foi encontrado também será considerada na apuração das circunstâncias do assassinato. Informações preliminares da perícia indicam que a arma utilizada pode ter sido um revólver calibre .38.
A investigação está sob responsabilidade da 4ª Delegacia de Homicídios (DH) de Camaçari, que considera a possibilidade de feminicídio. O companheiro de Aiali é tratado como principal suspeito, mas, até o fechamento desta matéria, não havia sido encontrado. Informações iniciais indicam que o homem teria deixado a região em uma motocicleta depois do crime. As buscas realizadas por policiais militares não resultaram em prisões.
O histórico da vítima inclui registros anteriores de violência doméstica. Em abril deste ano, Aiali procurou a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), onde relatou perseguições e agressões atribuídas ao companheiro. Na ocasião, ela pediu uma medida protetiva, concedida pelo Poder Judiciário. Meses depois, em agosto, retornou à unidade para formalizar uma nova denúncia, após reatar o relacionamento e relatar a retomada das agressões.
Naquele mesmo período, uma pastora que acompanhava familiares de Aiali procurou a 4ª Delegacia de Homicídios para comunicar que a mulher estava desaparecida. Posteriormente, a vítima compareceu à Deam e explicou que havia se afastado de pessoas próximas para tentar se proteger do companheiro. Nos meses anteriores à morte, ela estaria vivendo com o homem na localidade conhecida como Rabo da Gata, em Camaçari. Aiali trabalhava como professora de reforço escolar.
Para esclarecer a dinâmica do assassinato, a Polícia Civil determinou o levantamento de imagens de câmeras de segurança e pretende colher depoimentos de testemunhas. Parentes da vítima, que são da cidade de Serrinha, também são aguardados em Camaçari para os procedimentos relacionados ao reconhecimento do corpo no Departamento de Polícia Técnica (DPT) e para prestar informações às autoridades. Até a última atualização, o suspeito continuava sem localização conhecida.