O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) apresentou propostas para equilibrar as contas públicas durante sabatina concedida à TV Globo nesta sexta-feira (16). Entre as medidas mencionadas, estão a redução de pelo menos dez ministérios, o combate à corrupção e a venda de imóveis pertencentes ao governo federal. Ele afirmou que pretende buscar um ajuste fiscal de R$ 200 bilhões sem alterar determinadas garantias sociais.
Ao tratar das despesas públicas, Flávio declarou que pretende preservar o reajuste do salário mínimo acima da inflação e manter a vinculação entre o aumento das aposentadorias e o piso nacional. O candidato também negou que planeje modificar a Constituição para acabar com os investimentos mínimos obrigatórios em saúde e educação.
"Importante suas perguntas, porque têm circulado, de fato, muitas fake news, e esse é um importante momento para esclarecê-las, porque o meu concorrente está promovendo um verdadeiro terrorismo", disse.
Como alternativas para ampliar as receitas e reduzir problemas na administração pública, o senador citou o corte de ministérios, o enfrentamento à corrupção e à má gestão em empresas estatais. Ele também mencionou a possibilidade de obter recursos por meio da venda de imóveis públicos, da securitização de dívidas e da exploração de petróleo na Margem Equatorial, área que inclui reservas cuja exploração é discutida no país.
Ao defender a securitização de débitos que a União tem a receber, Flávio afirmou que a iniciativa poderia gerar recursos adicionais para o orçamento. "Se pegar os quase R$ 3 trilhões de dívidas que a União tem a receber, isso pode ser securitizado, trazemos mais de R$ 200 bilhões a mais de receita para esse orçamento por ano, para cada ano é possível alcançar essa cifra", disse.
As propostas foram apresentadas durante a entrevista conduzida pela jornalista Renata Lo Prete, em meio a questionamentos sobre como o candidato pretende financiar as ações de um eventual governo. Flávio também criticou a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e afirmou que pretende recuperar o poder de compra da população, tema que relacionou à necessidade de reorganizar as contas públicas.