O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) defendeu mudanças no Poder Judiciário e o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante entrevista à TV Globo nesta sexta-feira (16). Ao abordar o tema, ele acusou o magistrado de perseguir adversários políticos e de atuar em questões que, segundo sua avaliação, comprometem a credibilidade da Corte.
“Do jeito que está hoje, de fato, nós temos que proteger a instituição Supremo Tribunal Federal. Não dá para um juiz como Alexandre de Moraes continuar dando canetada, interferindo em um monte de coisa, perseguindo adversários políticos do atual governo”, disse. "Os amigos do Lula no STF se protegendo para que investigações não avancem sobre eles, isso é o que não dá mais. Eles acabaram com a credibilidade do Poder Judiciário."
Flávio também foi questionado sobre suspeitas de possíveis vínculos entre o ministro Kassio Nunes Marques, indicado ao STF pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Ao responder, o candidato afirmou que o magistrado também deve ser alvo de apuração diante das suspeitas mencionadas durante a entrevista.
"Todo mundo tem que estar abaixo da lei."
Ao defender o afastamento de ministros por crimes de responsabilidade, o senador voltou a acusar Moraes de agir politicamente. Flávio afirmou que o ministro teria adotado uma "atuação político-partidária" e atuado como articulador do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As declarações foram feitas no contexto de uma discussão sobre os limites da atuação dos integrantes do Supremo e os mecanismos de responsabilização de magistrados.
"Por exemplo: tomar decisões quando obviamente deveria se declarar suspeito para tomar essas decisões. Foi o que o Alexandre de Moraes fez, tomou decisões perseguindo adversários que ele pré-determinava", disse.
A entrevista foi conduzida pela jornalista Renata Lo Prete e integrou a cobertura eleitoral da TV Globo, da GloboNews e do g1. As críticas aos ministros foram apresentadas pelo candidato como parte de sua proposta de reforma do Judiciário, que, segundo ele, deve recuperar a confiança da população nas instituições. As acusações feitas durante a sabatina representam a posição de Flávio Bolsonaro e não constituem, por si só, comprovação de irregularidades por parte dos magistrados.