O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou ter ficado surpreso com investigações e prisões envolvendo políticos aliados no Rio de Janeiro. O assunto foi abordado durante sabatina concedida à TV Globo nesta sexta-feira (16), quando o senador foi questionado sobre casos que envolvem nomes ligados ao seu campo político no estado.
Entre os nomes citados está o deputado estadual Márcio Canella (União Brasil), descrito no material da entrevista como suspeito de lavagem de dinheiro e de envolvimento com milícia. Também foi mencionado Rodrigo Bacellar (União Brasil), ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, preso e suspeito de ligação com o Comando Vermelho.
Outro caso discutido foi o do ex-governador Cláudio Castro (PL), que, conforme o relato apresentado na entrevista, ficou inelegível por abuso de poder. Os episódios levaram a questionamentos sobre a relação do candidato com integrantes de seu grupo político e sobre sua avaliação a respeito das investigações envolvendo aliados.
Ao responder, Flávio afirmou que os investigados devem ter a oportunidade de apresentar suas versões e demonstrar inocência. O candidato também declarou que não pretende defender pessoas caso sejam comprovadas condutas ilegais.
"Acho que as pessoas têm o direito de se defenderem e provar a sua inocência. Não tem que passar a mão na cabeça de ninguém. Se a pessoa cometeu algo de errado, ela vai ter que responder por isso."
A manifestação ocorreu durante entrevista conduzida pela jornalista Renata Lo Prete, que integrou a cobertura eleitoral da TV Globo, da GloboNews e do g1. O tema foi um dos assuntos políticos abordados na sabatina, na qual Flávio também falou sobre economia, segurança pública, Judiciário e propostas para um eventual governo federal. As suspeitas citadas devem ser diferenciadas de condenações definitivas, respeitando o estágio de cada investigação e o direito à defesa dos envolvidos.