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PF acha cofre com dinheiro e joias em operação que prendeu família de Oruam
Operação Backbone prendeu 20 pessoas e cumpriu 24 mandados mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro
19/10/2026 14h25 Atualizada há 54 minutos atrás
Por: Redação Fonte: Metropoles
Divulgação/PF

A Polícia Federal (PF) apreendeu cofres com joias, pilhas e sacolas de dinheiro durante a Operação Backbone deflagrada nesta segunda-feira (19/10) para desarticular um esquema ligado ao Comando Vermelho (CV) que impunha o monopólio do fornecimento de internet em comunidades do Rio de Janeiro. A ação teve como alvos de prisão o traficante Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, a esposa dele, Márcia Gama, e o filho, Lucas Santos Nepomuceno.

Imagens divulgadas pela PF mostram sacolas recheadas de dinheiro apreendidas na residência de um dos investigados, em Tomás Coelho, na zona norte do Rio. O montante também foi encontrado escondido em gavetas de roupa.

Segundo a corporação, o alvo é apontado como um dos operadores do esquema criminoso.

Já em outro endereço, em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, na zona sudoeste da cidade, os policiais cumpriram mandado na casa de um investigado apontado como beneficiário de uma das empresas provedoras de internet ligadas ao esquema. Ele foi preso preventivamente.

No imóvel, foram apreendidos dinheiro em espécie, duas pistolas, joias, relógios de alto luxo, um veículo, celulares e documentos.

Ainda não há informações sobre o valor estimado do montante total apreendido durante as buscas.

Operação

A operação da PF busca desarticular uma estrutura ligada ao CV que, segundo as investigações, impunha o monopólio do fornecimento de internet em comunidades cariocas por meio de ameaças e do uso de armas de fogo.

Até o momento, 20 pessoas haviam sido presas. Marcinho VP, que está encarcerado desde 1996, teve o mandado cumprido na unidade prisional federal de segurança máxima onde está custodiado, em Campo Grande (MS).

Segundo a PF, moradores dos complexos do Alemão, da Penha e do Chapadão eram obrigados a contratar serviços de internet controlados pela facção. Para eliminar a concorrência, traficantes armados cortavam cabos, incendiavam caixas de distribuição de operadoras regulares e impediam a realização de reparos.

Os provedores autorizados pelo grupo criminoso pagavam mensalmente uma espécie de tarifa para operar nos territórios dominados pela facção.

As investigações também apontaram que os lucros eram repassados à família de um dos líderes da organização por meio de empresas arrecadadoras, operadores financeiros e contas de passagem. Os valores eram ocultados em negócios como produtoras de eventos, empresas de publicidade, imóveis de alto padrão pagos em dinheiro vivo e criptoativos.

A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 558 milhões em bens e valores de 40 pessoas físicas e 42 empresas. A operação também prevê a suspensão das atividades econômicas de empresas investigadas, incluindo provedores de internet, produtoras de eventos, uma empresa de contabilidade e empresas de fachada.

Os investigados poderão responder por crimes como domínio social estruturado, extorsão majorada e lavagem de dinheiro, entre outros.