A defesa do presidente Lula (PT) pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta quinta-feira (22), a retirada do canal de WhatsApp "Exército do Lula" do registro da campanha à reeleição.
Os advogados argumentam que o canal, criado e administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), não tem vínculo formal com a campanha. Segundo a defesa, o espaço não recebe recursos ou suporte da candidatura e não segue orientações sobre conteúdo, frequência de publicações ou metas.
O pedido ocorre após o TSE definir novos critérios para determinar quando canais administrados por terceiros devem ser considerados vinculados a campanhas eleitorais.
A manifestação também responde a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que quer o reconhecimento formal do vínculo do canal com a candidatura petista. A defesa de Lula sustenta que Janones é o criador, titular e único administrador do espaço e pede que ele seja considerado um canal independente de apoiador, sem vínculo formal com a campanha.
No mesmo dia, Janones anunciou a entrada de Lula no
"Exército do Lula". Segundo o deputado, o presidente teria sido incluído como administrador do canal e poderia enviar mensagens diretamente aos participantes. Uma mensagem com a palavra "cheguei" foi publicada no espaço e atribuída a Lula. Também foi divulgado um vídeo em que o presidente convida os integrantes para uma transmissão ao vivo com Janones.