A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou, nesta sexta-feira, 23, os áudios do VAR que foram decisivos para o empate em 1 a 1 entre o Esporte Clube Vitória e Corinthians.
Entre os áudios está a explicação do lance que foi convertido em um pênalti a favor da equipe paulista, futuramente convertido por Yuri Alberto, empatando o jogo contra o Leão da Barra.
Além desse, ainda foi divulgada a decisão que culminou na anulação de outro possível pênalti, também a favor do Corinthians, mas que dessa vez seria marcado após um toque de mão do zagueiro Britez.
Pênalti a favor do Corinthians
A primeira ida do árbitro Sávio Pereira Sampaio à cabine de revisão aconteceu após um toque do lateral Matheus Silva, do Vitória, em André Luiz, volante do Corinthians.
A decisão inicial do árbitro foi a de simulação, rendendo um cartão amarelo ao meio-campista do clube paulista.
“Simulação, ele se jogou. Ele salta antes”, exclamou o árbitro.
Porém, após a marcação, o VAR interveio, apontando um toque do defensor no meio-campista.
“Tem um toque, ele (André) não se projeta e tem um toque”, afirmou o assistente do VAR.
Além disso, Sávio ainda pergunta à cabine de VAR se há posição de impedimento antes do toque, fato que foi negado, e então ele dá o veredito final da marcação da penalidade e cancelamento do cartão amarelo ao volante corinthiano.
“Okay, vou cancelar a simulação e marcar o penal”, finalizou Sávio.
Após a revisão, a comissão de arbitragem avaliou a decisão como: “Pênalti corretamente marcado. O jogador da equipe visitante dá uma entrada (calço) e acerta o pé de apoio do adversário, derrubando-o dentro da área penal.”
Possível pênalti por toque na mão de Britez
Além do primeiro pênalti a favor do Corinthians, marcado aos 16 minutos do segundo tempo, outra revisão sobre uma penalidade ao clube paulista aconteceu.
Dessa vez seria referente a um possível toque de mão do zagueiro do Vitória, Britez, após um cruzamento de Matheus Bidu, do Corinthians.
A revisão começa após a própria cabine do VAR citar um possível toque de mão, enquanto o árbitro principal anunciava que “, (a posição do braço) estava natural”.
Logo no início do processo da revisão, Sávio pergunta para sua assistente, Maíra Mastella Moreira, se o atleta do Corinthians estaria em posição legal no início da jogada.
“Tem um possível impedimento na origem”, relatou Maíra.
Porém, a informação que poderia ter economizado tempo da partida, visto que, com o impedimento confirmado, o restante do lance seria anulado, foi inicialmente ignorada pela cabine, que continuou a checagem do toque de mão.
Após o árbitro ser chamado para a cabine de revisão, a equipe de assistentes do VAR informa que o lateral do Corinthians está em posição de impedimento, mas a checagem segue acontecendo.
“Preste atenção, o jogador (Matheus Bidu) está impedido, mas você vai ver a jogada”, confirmaram os assistentes do VAR.
Após rever todo o lance, Sávio decide marcar o impedimento e dar a posse de bola ao clube Rubro-Negro.
Lance polêmico no final da partida não foi revisado
Além desses dois lances que renderam uma grande reclamação, uma terceira jogada que aconteceu nos últimos momentos do jogo rendeu uma grande reclamação, porém não foi revisada.
A jogada em questão envolve um terceiro possível pênalti cometido pelo lateral Jamerson, que teria puxado o atacante Gui Negão, do Corinthians. Porém, a CBF não revelou o áudio da análise do VAR desse lance.