Campeão brasileiro de 1978, o Guarani deu mais um passo para a venda de sua Sociedade Anônima do Futebol (SAF). O clube paulista recebeu parecer favorável do Conselho Deliberativo à proposta do empresário Roberto Graziano, dono do Grupo Magnum, para adquirir 90% das ações. A última oferta previa investimentos de R$ 1,075 bilhão.
Apesar do avanço, a negociação ainda depende da análise do administrador judicial, já que o Guarani está em recuperação judicial. Após essa etapa, a proposta será submetida à votação dos associados.
No início de outubro, os sócios aprovaram a constituição da SAF do Guarani, com mais de 95% dos votos favoráveis. A decisão, no entanto, autorizou apenas a criação da empresa, sem permitir a transferência das ações ao investidor.
Caso a proposta seja aprovada e as demais condições sejam cumpridas, o clube poderá transferir a gestão do futebol para Roberto Graziano e o Grupo Magnum. A votação definitiva está prevista para 19 de novembro, após uma série de assembleias que começam no dia 16 do mesmo mês.
SAF de 1 bilhão
Uma proposta anterior apresentada por Roberto Graziano previa investimentos de R$ 1,075 bilhão, distribuídos entre a operação do futebol e do clube social, a construção de um novo estádio, a implantação de um centro de treinamento e o pagamento de dívidas incluídas na recuperação judicial.
Do total, R$ 400 milhões seriam destinados ao futebol, R$ 300 milhões à construção do estádio, R$ 25 milhões ao novo centro de treinamento e R$ 350 milhões ao pagamento do passivo da recuperação judicial. A versão mais recente do contrato manteve as condições anteriores, mas recebeu ajustes jurídicos e reforços nas garantias exigidas pelo clube.
Entre as mudanças, foi incluída uma cláusula que impede a venda da empresa responsável pela proposta antes do cumprimento das obrigações relacionadas à entrega do estádio, do centro de treinamento e do clube. O contrato prevê prazo de até 40 anos para a realização dos investimentos.