O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), divulgou neste domingo (25) imagens de câmeras de segurança que mostram um grupo de homens colocando adesivos com propaganda do Partido dos Trabalhadores (PT) em ônibus do transporte coletivo da capital baiana. Os registros, feitos durante a madrugada, acrescentam um novo capítulo à polêmica envolvendo a circulação de ônibus no dia do segundo turno das eleições presidenciais de 2026.
As imagens mostram pessoas reunidas dentro de uma garagem de ônibus, algumas vestindo camisas amarelas e vermelhas, enquanto manuseiam materiais próximos aos veículos. Segundo Bruno Reis, a colocação dos adesivos provocou atrasos na saída dos coletivos, porque as empresas determinaram a retirada da propaganda para cumprir as regras eleitorais.
A situação ganhou repercussão porque eleitores relataram dificuldades para conseguir transporte durante as primeiras horas da votação. O episódio também levou o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) a determinar o restabelecimento da frota, com frequência equivalente à dos dias úteis e gratuidade para os passageiros. A decisão estabeleceu multa de R$ 1 milhão por hora em caso de descumprimento e incluiu medidas de fiscalização.
Em sua publicação, Bruno afirmou que a Prefeitura autorizou a liberação dos ônibus mesmo com os adesivos, diante do risco de ampliar os transtornos à população. O prefeito declarou ainda que a operação foi normalizada até as 10h30 e que a quantidade de veículos em circulação foi ampliada ao longo do dia.
A Prefeitura associou a ação a pessoas ligadas ao movimento sindical dos rodoviários. Entretanto, a responsabilidade pela colocação dos adesivos ainda precisa ser individualizada e apurada. O Sindicato dos Rodoviários de Salvador negou participação na retenção dos ônibus e afirmou que a organização das escalas e a liberação dos veículos são atribuições da gestão municipal e das empresas concessionárias.
O caso ocorre em meio à disputa política e jurídica sobre a oferta de transporte público gratuito no dia da eleição. Enquanto a Prefeitura atribui os atrasos à retirada da propaganda eleitoral dos veículos, a representação apresentada pela Federação Brasil da Esperança apontou redução na oferta de ônibus e dificuldades enfrentadas pelos eleitores. A apuração deverá esclarecer as circunstâncias da adesivagem, eventuais responsabilidades e os impactos sobre o deslocamento dos votantes.