A Vara da Infância e Juventude de Camaçari realizou, nesta quinta-feira (29), a posse de oito novos agentes de proteção e promoveu uma capacitação voltada ao fortalecimento da rede de atendimento a crianças e adolescentes. A atividade ocorreu no Salão do Júri do Fórum Clemente Mariani e reuniu profissionais que atuam direta ou indiretamente na garantia dos direitos desse público.
O encontro contou com a presença da desembargadora Andréa Paula Matos de Miranda, coordenadora da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA). A magistrada destacou a importância da atuação dos agentes na prevenção de situações de risco e na proteção de crianças e adolescentes contra diferentes formas de violência, negligência e exploração.
A juíza Louise de Melo Cruz, titular da Vara da Infância e Juventude de Camaçari, ressaltou a importância da integração entre os profissionais que compõem a rede de proteção. “Hoje realizamos um evento anual que reúne os agentes da rede de proteção do município, todos aqueles que atuam direta ou indiretamente na proteção de crianças e adolescentes. Além disso, estamos dando posse e capacitando esses auxiliares da Justiça, que vão fortalecer as ações de proteção e fiscalização de possíveis violações dos direitos da infância”, afirmou.
Após a cerimônia, os participantes acompanharam uma capacitação sobre temas relacionados à proteção infantojuvenil, incluindo o ECA Digital e a legislação de prevenção e enfrentamento ao bullying. A atividade buscou atualizar os conhecimentos dos profissionais diante das mudanças legislativas e dos desafios relacionados à segurança de crianças e adolescentes, inclusive no ambiente digital. A palestra contou com a participação de Cristiane Pementa, presidente da Comissão de Proteção à Criança e ao Adolescente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Bahia (OAB-BA).
Durante o encontro, também foram compartilhadas experiências acompanhadas pela Vara da Infância e Juventude, com exemplos que evidenciaram a importância do trabalho conjunto entre o Judiciário e os demais integrantes da rede. Entre as situações relatadas estavam o acompanhamento de um adolescente com necessidades específicas de atenção à saúde mental e o apoio a uma família em situação de vulnerabilidade cujas crianças haviam passado por acolhimento institucional.
A desembargadora Andréa Paula Matos de Miranda reforçou que a proteção integral exige participação coletiva e atenção às necessidades de cada criança, adolescente e família. “Muita crueldade ainda permanece escondida aos nossos olhos. Precisamos ter consciência de que a responsabilidade é de todos nós. Devemos ser aqueles que inspiram confiança para que pessoas em situação de vulnerabilidade possam expor suas dificuldades. Essa é a grandeza do nosso trabalho”, ressaltou.