O Palmeiras venceu o Vasco por 1 a 0 neste domingo (1º), no Nubank Parque, pela semifinal da Copa do Brasil, mas desperdiçou oportunidades para construir uma vantagem mais confortável. Mesmo com uma escalação ofensiva e superioridade numérica na reta final, o time comandado por Abel Ferreira não conseguiu ampliar o placar e deixou a disputa pela vaga na decisão em aberto.
A dificuldade para transformar as oportunidades em gols voltou a marcar a atuação alviverde. A equipe criou chances, mas pecou nas finalizações e, em alguns momentos, demorou a concluir as jogadas. O resultado poderia ter sido mais amplo e encaminhado a classificação para a final.
Abel Ferreira promoveu uma mudança importante na formação inicial ao escalar Mauricio no lugar de Andreas Pereira. A alteração deixou o Palmeiras com uma proposta mais ofensiva, o que ficou evidente desde os primeiros minutos, com maior presença no campo de ataque e busca constante pelo gol.
O domínio poderia ter resultado em vantagem logo no início, mas Flaco López e Agustín Giay desperdiçaram oportunidades claras. Aos 24 minutos, porém, o time paulista conseguiu abrir o placar. Após uma boa construção pelo lado esquerdo, Arias recebeu na entrada da área e a bola chegou a Marlon Freitas, que percebeu a infiltração de Mauricio nas costas da defesa. O meia recebeu o passe e finalizou para marcar.
Depois do gol, o Palmeiras reduziu o ritmo e permitiu que o Vasco avançasse. Com mais posse de bola, a equipe carioca passou a frequentar o campo de ataque e exigiu intervenções do goleiro Carlos Miguel. Os donos da casa, por sua vez, passaram a apostar em lançamentos longos e na velocidade dos atacantes.
O goleiro Léo Jardim também deu oportunidades ao ataque palmeirense. Em uma das jogadas, saiu da meta de forma desordenada, e Arias cabeceou em direção ao gol. Paulo Henrique, porém, evitou o segundo tento ao afastar a bola em cima da linha. O primeiro tempo terminou com a sensação de que o Palmeiras poderia ter construído uma vantagem maior.
Na volta do intervalo, o Vasco começou melhor, controlando a partida e pressionando a saída de bola dos mandantes. Lucas Evangelista quase marcou contra ao recuar uma bola perigosa para Carlos Miguel. Pouco depois, os jogadores vascaínos reclamaram de um possível toque de mão de Barboza dentro da área, mas a arbitragem não marcou a infração.
Apesar do melhor desempenho técnico, o Palmeiras voltou a desperdiçar oportunidades. Gómez, Flaco López e Piquerez tiveram chances de ampliar, mas não conseguiram converter as jogadas. A torcida cobrou mais velocidade da equipe, que demorava a dar sequência às ações ofensivas. Do outro lado, o Vasco se organizou para explorar os contra-ataques, e a partida ficou mais aberta, com os dois times encontrando espaços para chegar ao ataque.
As entradas de Vitor Roque e Andreas Pereira deram novo dinamismo ao Palmeiras. Ainda assim, o Vasco continuou perigoso nas oportunidades que conseguiu construir. Aos 32 minutos, Vitor Roque foi derrubado por Saldivia quando se preparava para recuperar a bola e iniciar um contra-ataque. O árbitro marcou a falta e aplicou o segundo cartão amarelo ao defensor vascaíno, que foi expulso.
Mesmo com um jogador a mais e maior volume ofensivo nos minutos finais, o Palmeiras não conseguiu marcar o segundo gol. Com isso, a decisão da vaga na final ficou para o confronto de volta, marcado para o próximo domingo (8), às 17h, em São Januário.
Antes da partida decisiva pela Copa do Brasil, os dois times têm compromissos pelo Campeonato Brasileiro. O Vasco visita o Athletico-PR na quarta-feira (4), às 19h30, na Arena da Baixada. Já o Palmeiras enfrenta o Remo na quinta-feira (5), também às 19h30, no Nubank Parque.
Com a vitória por 1 a 0, o Palmeiras joga pelo empate para avançar à final. Se o Vasco vencer por um gol de diferença, a classificação será decidida nos pênaltis. Para garantir a vaga diretamente, a equipe carioca precisa vencer por dois ou mais gols de vantagem.