Geral Atualização
Cratera provoca interdição total da BR-324 em Simões Filho; PRF indica desvios
Bloqueio começou às 18h no sentido Feira de Santana–Salvador. Motoristas devem utilizar rotas alternativas por Candeias e Camaçari. DNIT prevê concluir os reparos até o fim de semana
03/11/2026 21h13
Por: Luana Velloso Fonte: Redação
Foto: Divulgação PRF

O trecho da BR-324 em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), foi totalmente interditado às 18h desta terça-feira (3), no sentido Feira de Santana–Salvador. A medida, adotada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), foi necessária para a realização das obras de recuperação de uma cratera aberta na pista. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) orientou os motoristas a utilizarem rotas alternativas durante a execução dos serviços.

O problema foi registrado na altura do km 603 da rodovia, embora a atualização sobre a interdição total também tenha identificado o trecho como km 604. Os veículos que já estavam retidos no congestionamento foram direcionados para uma via lateral, próxima ao acesso do ponto afetado, correspondente à antiga estrada do Departamento de Estradas de Rodagem da Bahia (Derba).

Para os demais motoristas que seguem de Feira de Santana em direção a Salvador, a PRF recomendou um trajeto alternativo pela própria BR-324 até a região de Candeias, com acesso à BA-522. O percurso segue pela BA-524, conhecida como Canal de Tráfego, na região de Camaçari, e continua pela BA-535, a Via Parafuso, e pela BA-526, a Via Metropolitana, até Salvador. Para quem parte de Camaçari, a orientação é utilizar a Via Parafuso e, em seguida, a Via Metropolitana.

No sentido contrário, de Salvador para Feira de Santana, o trânsito permanece normalmente liberado, sem restrições. A PRF também recomendou que os condutores evitem utilizar a BR-324, exceto em situações de extrema necessidade, e não trafeguem pelo acostamento. Segundo a corporação, além de agravar os congestionamentos, a ocupação desse espaço dificulta a passagem de ambulâncias e de outros veículos de emergência, que podem ficar retidos no trânsito.

Em nota, o DNIT informou que a interdição completa é necessária para permitir a execução dos serviços de recuperação do aterro de acesso ao viaduto e do pavimento. A intervenção exige a utilização de equipamentos específicos para a recomposição integral da pista. A previsão do órgão é concluir os trabalhos até o final de semana, período durante o qual o tráfego no sentido Salvador deverá permanecer direcionado para os desvios.

CONGESTIONAMENTO CHEGOU A 30 KM

A abertura do buraco começou a afetar o trânsito na segunda-feira (2), quando foi implantada uma interdição parcial na rodovia, por volta das 10h50. Inicialmente, a passagem foi completamente interrompida. Posteriormente, a PRF autorizou a circulação de veículos de pequeno porte por uma das faixas, enquanto caminhões e outros veículos pesados continuaram sendo desviados pela via lateral.

A restrição provocou longas filas na rodovia, principalmente durante o retorno do feriado de Finados. O congestionamento chegou a aproximadamente 20 quilômetros em um dos períodos registrados e alcançou 30 quilômetros ao longo desta terça-feira, segundo informações divulgadas pelo g1. A lentidão foi agravada pelo fluxo de veículos que retornavam à capital baiana após o feriado.

De acordo com o DNIT, o problema foi provocado por um processo erosivo no aterro de acesso ao viaduto. As fortes chuvas registradas na região na semana passada, associadas à obstrução de um dispositivo de drenagem, contribuíram para o comprometimento da estrutura e o surgimento do buraco na pista.

TRECHO FICA PRÓXIMO A OUTRA CRATERA

O ponto afetado fica próximo à área onde uma grande cratera se abriu em julho deste ano. Apesar da proximidade, o DNIT descartou relação entre as duas ocorrências.

Na ocasião, foram necessárias aproximadamente duas semanas de intervenções para recuperar a área. O departamento também formalizou situação de emergência no trecho em julho, com o objetivo de viabilizar medidas emergenciais e uma solução definitiva para o problema. Em agosto, após estudos e inspeções, o órgão apresentou novas medidas para corrigir a falha estrutural, entre elas a construção de um novo bueiro, o fechamento da antiga estrutura de drenagem e a aplicação de concreto para estabilizar o solo.

Na época, o DNIT atribuiu a primeira ocorrência à infiltração de água no aterro da rodovia, que provocou o deslocamento de material para o sistema de drenagem e comprometeu a sustentação da pista. A contratação de uma empresa para executar a obra definitiva ainda não havia sido concluída cerca de três meses após o anúncio das medidas.

Enquanto os serviços de recuperação da nova ocorrência são realizados, a orientação da PRF é que os condutores planejem os deslocamentos, utilizem os desvios indicados, respeitem a sinalização implantada e sigam as instruções das equipes responsáveis pela operação do tráfego.