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O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), acusou nesta terça-feira (7) o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de usar uma estrutura paralela para tentar desqualificar aqueles que avalia serem seus inimigos. A estrutura paralela seria o chamado gabinete do ódio, formado por integrantes da ala ideológica do governo que atuam no Palácio do Planalto. Segundo a Folha, a declaração foi dada durante videoconferência da Necton Investimentos.

Maia falou sobre as tensões geradas pelo rumor de demissão do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, na segunda-feira (6). Ele afirmou que, em conversa com auxiliares de Bolsonaro, assegurou que o presidente não demitiria Mandetta, por saber que o ministro tem apoio e confiança da sociedade. “Eu falei: ‘Fica tranquilo. Conheço já há um ano e ele não vai demitir um ministro popular’”, afirmou. “Ele vai organizar a relação dele, vai construir um discurso com o Mandetta, vai manter o Mandetta, não tenho dúvida nenhuma disso”.

Maia disse que Bolsonaro trabalha com popularidade, embora tenha lamentado que seja uma "popularidade de rede social". "É assim na relação dele com o [ministro da Justiça, Sérgio] Moro e tem sido agora assim na relação dele com o Mandetta”, criticou. “E sempre usando essa estrutura paralela para tentar desqualificar quem ele considera, vamos dizer assim, inimigo dele, que possa ser adversário dele”, acrescentou.

O presidente da Câmara ainda disse, ironicamente, que Bolsonaro ficou com “raiva” por Mandetta ter aparecido na live da dupla sertaneja Jorge e Mateus. “Mas ele não tinha condições, e ele sabe disso (...), de trocar o ministro nesse momento”, afirmou.

Maia também fez críticas ao desgaste gerado pelo rumor e disse que, no momento, é melhor “respeitar a ciência do que fritar o ministro da Saúde”.


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