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Contratações para a Copa começam em maio

A maior parte dos postos de trabalho será nos setores de alimentação, hospedagem e transporte

08/04/2014 13h33
Por: Redação
Correio Quem está desempregado pode ter na Copa do Mundo uma boa oportunidade de voltar ao mercado de trabalho. Sobretudo se sua área de atuação for o turismo. Uma pesquisa divulgada ontem pela  Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) aponta que entre abril e junho deste ano serão gerados 47,9 mil empregos temporários no setor em todo o Brasil. A Bahia irá concentrar 6,4% deles, ou seja, 3.088 vagas. De acordo com o economista Fabio Bentes, responsável pelo levantamento, a maior parte dos postos de trabalho será nos setores de alimentação, hospedagem e transporte. ?Juntos, esses três somarão mais de 90% da demanda?. A estimativa dele é que as contratações, que já começaram timidamente, se intensifiquem a partir da segunda quinzena de maio, quando o mundial estiver mais próximo. ?É que nem as contratações de Natal feitas pelo comércio. As lojas iniciam o processo desde setembro, mas o negócio só esquenta no final de novembro?, compara. Por enquanto, o SineBahia oferece apenas 190 vagas, sendo 100 para vigilantes da Arena Fonte Nova e 90 para motorista de ônibus da empresa Águia Branca, que vai aumentar sua frota durante o torneio. Para o primeiro posto, é necessário ter curso na área e altura mínima de 1,80m. Já para motorista, a vaga exige seis meses de experiência. Os salários não foram divulgados, e os interessados devem comparecer ao Sinebahia. O Simm, que também trabalha com intermediação de mão de obra, por enquanto ainda não tem nenhuma vaga para a Copa. Hotelaria O setor hoteleiro é um dos que já estão contratando. O vice-presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes Bares e Similares de Salvador e Litoral Norte (SHRBS), Sílvio Pessoa, estima que haja um aumento de 10% do efetivo, embora não arrisque um número absoluto. ?Estamos otimistas. Acho que a ocupação durante a Copa será de 90% a 95%?, diz. Uma sondagem realizada pela Associação Brasileira da Indústria de Hotéis da Bahia (ABIH/BA) apontou que, na segunda quinzena de março, 57,3% de reservas já estavam confirmadas para o período da Copa, sendo os maiores percentuais correspondentes às datas dos jogos em Salvador. Por outro lado, quando perguntada sobre a expectativa de ocupação para esse período, a maioria dos 31 gerentes e sócios ouvidos se revelou otimista: a média de ocupação esperada é de 85,7%. Segundo Sílvio Pessoa, a maior parte das vagas geradas na hotelaria será para os funcionários que trabalham diretamente com o público, como recepcionistas, camareiras e garçons. Ele destaca, porém, que para a maior parte dessas vagas será necessário ter experiência anterior, uma vez que não dá para arriscar num momento como esse. ?Queremos visitantes que tenham uma boa impressão, e que retornem depois?, justifica. Veja a média salarial dessas três categorias na página ao lado. Por falar em salário, a média  da Bahia, de R$ 1.167, será a quarta maior entre os 12  estados pesquisados. Apesar disso, está abaixo da média nacional, que é de R$ 1.188. De acordo com o economista Fábio Bentes, no entanto, não há nada de alarmante no dado. ?É que o Rio de Janeiro e São Paulo puxam muito a média para cima, mas a média da Bahia é bem próxima da nacional?, minimiza. O conselheiro da Associação Brasileira das Agências de Viagens da Bahia (Abav-BA) Pedro Costa também não vê disparidades na comparação. ?O padrão econômico do Sul e do Sudeste sempre foi diferente?, justifica. Como exemplo, ele cita o salário de um guia de turismo, que aqui é de R$ 8 mil, mas em São Paulo chega a R$ 12 mil. Além dos guias, que, obrigatoriamente, precisam falar inglês, ele estima que sejam contratados atendentes, recepcionistas e promotores para as agências de receptivo. O inglês, segundo Bentes, mesmo quando não é obrigatório, colabora para aumentar a remuneração.
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