A Tarde Os rodoviários protestam nesta sexta-feira, 11, em Salvador. A categoria nega que haja uma paralisação geral da categoria, mas poucos ônibus são vistos circulando na cidade. De acordo com a Transalvador, algumas empresas estão recolhendo seus veículos para as garagens. O diretor do Sindicato das Empresas de Transporte Público de Salvador (SETPS), Jorge Castro, disse que não tem informações sobre os protestos e que ainda está apurando para saber o que está acontecendo. No início da manhã, os trabalhadores fecharam a Estação Pirajá, a segunda maior da cidade. Por lá, passam cerca de 100 mil pessoas por dia. Ao mesmo tempo, manifestantes bloquearam a BR-324, colocando fogo em objetos na via. O movimento causou congestionamento de cerca de cinco quilômetros na rodovia, de acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF). A estrada foi liberada no meio da manhã. Os rodoviários também fecharam a estação de Mussurunga. Não há protesto no local, mas os ônibus não entram no terminal de transbordo. O mesmo aconteceu na estação da Lapa. Durante as manifestações na BR-324 e em Pirajá, alguns ônibus foram depredados. Motivo Essa é a terceira manifestação da categoria esse ano. Nas demais, motoristas e cobradores pediam que o sindicato da categoria repassasse a gratificação de Carnaval, mas a entidade argumentou que ainda não recebeu o dinheiro porque dependia da entrega de documentos exigidos para a assinatura do convênio com a prefeitura. O governo municipal divulgou nota informando que o repasse da verba do Carnaval para os rodoviários depende apenas do sindicato, já que o recurso já está disponível "para o repasse assim que as pendências forem sanadas". Representantes do sindicato dos rodoviários não foram localizados por meio dos telefones dos dirigentes da entidade para esclarecer porque a documentação ainda não foi entregue completamente, permitindo a liberação da verba. Mas o diretor do sindicato Daniel Mota questionou, em entrevista a uma emissora de televisão, a exigência da prefeitura de documentação para liberar a verba. "O prefeito (ACM Neto) como gestor tem que chamar a responsabilidade para ele e pagar essa gratificação. Essa documentação nunca foi exigida. A prefeitura tem que repassar o dinheiro para os empresários e eles depositam na nossa conta. A bola está com o prefeito e empresários", disse. Os rodoviários também estão em campanha salarial, pedindo 15% de reajuste, jornada de 6 horas, ticket alimentação de R$ 20, participação nos lucros e resultados (PLR), plano de saúde pago integralmente pelos empresários e fim da terceirização. (Foto: Reprodução)
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