Da Redação
Durante sessão ordinária realizada nesta quarta-feira (28), na Câmara de Vereadores de Dias D?Ávila, os vereadores da bancada governista rejeitaram o requerimento de autoria do oposicionista Júnior do Requeijão (PSDB) que pedia a convocação do secretário municipal de Educação, Marcelino Almeida, para justificar em plenário os elevados valores gastos com fogos de artifícios e a jornada pedagógica deste ano.
Foram 9 votos contra o requerimento, 1 de abstenção e 4 à favor. A polêmica sobre os gastos começou quando a oposição teceu duras críticas em relação aos valores pagos pela prefeitura, através da pasta de educação.
Requeijão alega ter encontrado notas no Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), referentes ao mês de março, de valores exorbitantes. Segundo ele, foram gastos cerca de R$ 170 mil para dois dias de jornada pedagógica, realizada no início do ano para abrir o calendário letivo do município, e quase R$ 100 mil com fogos de artifícios para serem usados em eventos da cidade.
?Já procurei no Brasil todo e igual a essa jornada pedagógica em Dias D?Ávila, se eu não me engano, ainda não apareceu outra nem pra chegar perto. Em Belo Horizonte, por exemplo, custou R$ 120 mil e está sendo alvo de uma CPI da Câmara, isso na capital de Minas Gerais?, afrontou o tucano.
O presidente da Câmara, Zé Carlos (PSD) rebateu as críticas e disse que o vereador fez falsas acusações e está apenas tentando denegrir a imagem do secretário. ?O secretário Marcelino foi caracterizado nesta Casa pelo vereador Júnior do Requeijão como um ladrão?, alegou o edil.
Na tentativa de calar os oposicionistas, o líder de governo, André Rosas (PSD) propôs uma reunião interna entre os parlamentares e o secretário da pasta para esclarecer tais denúncias, segundo ele para acelerar o processo. Entretanto, a oposição recusou a proposta declarando que o assunto é de interesse público.
Amarildo Santana (DEM) aproveitou para comparar o pagamento declarado pela prefeitura com os valores utilizados pela antiga gestão. ?De uma forma estranha os vereadores encontraram no Tribunal de Contas uma nota de mais de R$ 170 mil, pelo mesmo evento que se gastava anteriormente até R$ 8 mil?.
(Fotos: Agência Mais Região)