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Mamografia 3D é mais eficaz do que a convencional, confirma estudo

Técnica associa mamografia convencional a exame de imagem tridimensional. Pesquisa concluiu que abordagem reduz diagnósticos falsos em 15%

25/06/2014 12h55
Por: Redação
A mamografia tridimensional é capaz de detectar um maior número de tumores na mama e realiza menos diagnósticos errados em comparação com o exame convencional. Essas são as conclusões de um amplo estudo clínico publicado nesta quarta-feira no periódico Journal of the American Medical Association (Jama). A técnica 3D combina a mamografia digital convencional com a tomossíntese, exame que reconstrói a imagem da mama a partir de vários pontos diferentes e, portanto, de forma mais detalhada e precisa. Tanto a mamografia convencional quando a associada à tomossíntese são realizadas de forma similar, em um mesmo equipamento e a diferença entre a duração de cada exame é mínima. A técnica já é aprovada no Brasil. De acordo com a pesquisa, a mamografia 3D aumenta em 29% a detecção de cânceres mamários em relação ao exame bidimensional. Se levados em consideração apenas os tumores mais agressivos, a diferença chega a 41%. Além disso, a técnica parece reduzir em 15% a taxa de diagnóstico errado, tanto falso positivo quanto falso negativo. O novo estudo foi coordenado por Sarah Friedwald, médica do Advocate Lutheran General Hospital, no estado americano de Illinois. Segundo os autores, essa é a maior pesquisa realizada até agora sobre a eficácia da tomossíntese. Dados ? A pesquisa analisou os resultados de aproximadamente 450.000 exames para detecção de câncer de mama realizados em treze hospitais americanos entre 2010 e 2012. Parte dos exames consistiu em uma mamografia digital comum e a outra parte, em mamografia associada à tomossíntese. ?O sucesso da mamografia em reduzir a mortalidade se baseia no princípio de detectar e tratar tumores menores e assintomáticos antes de eles entrarem em metástase?, escreveram os autores do artigo. O Instituto Nacional do Câncer (Inca) prevê que, em 2014, o Brasil tenha 57.000 novos casos de câncer de mama. O órgão recomenda que a mamografia seja realizada a cada dois anos em pacientes de 50 a 69 anos.  
(Com AFP)
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