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Crítica à CBF causa mal-estar na campanha petista

O post a rede social criou uma queda de braço entre integrantes da própria campanha de Dilma à reeleição.

13/07/2014 11h39
Por: Redação

Um texto postado na quarta-feira no site Muda Mais, vinculado à campanha à reeleição de Dilma Rousseff, causou constrangimento à presidente e provocou um atrito com o Palácio do Planalto. Segundo relato de pessoas ligadas à campanha, Dilma ficou ?muito irritada? com o post que atacava o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin ? que estará ao lado dela, hoje (13), no Maracanã, para a entrega da taça ao campeão da Copa do Mundo.

Para tentar contornar o mal-estar criado pelo site ligado à sua campanha, a presidente pediu que o post fosse retirado do ar, ou que seu autor assumisse a responsabilidade pelo texto. Os dois pedidos não foram atendidos. O incidente teria levado a uma conversa dura entre o ex-ministro Franklin Martins, responsável pelo monitoramento das redes sociais, e a própria presidente, o que gerou especulações de que ele poderia deixar a campanha.

Ontem (12), procurado pelo Estado, o ex-ministro negou a informação. ?Não teve estresse algum entre eu e a presidente?, afirmou Franklin. O Planalto nega que Dilma tenha conversado com o ex-ministro sobre o conteúdo do Muda Mais. O comitê de campanha também não confirma a informação.

O texto do post dizia que ?a terrível eliminação da seleção na Copa do Mundo reforçou o que há muito se dizia: a organização do futebol brasileiro está ultrapassada e presa ao nome de poucas figuras que revoltam o torcedor faz algumas décadas?. Afirma ainda que depois de ficar ?por infindáveis 23 anos, nas mãos de Ricardo Teixeira?, a CBF passou, em 2012, para o comando de José Maria Marin. ?Marin foi deputado estadual pela Arena e em 1975 proferiu um discurso contra a TV Cultura, que por muitos é visto como um dos desencadeadores da morte de Vladimir Herzog, ex-diretor de telejornalismo da Cultura, encontrado morto 16 dias depois? dizia o texto, que ontem (12) permanecia na página do site.

O post criou uma queda de braço entre integrantes da própria campanha de Dilma à reeleição. Um dos dirigentes concordou com Dilma e foi contra o conteúdo do texto, alegando que era ?inadmissível? atacar Marin, no momento em que todos estão trabalhando juntos para que o torneio seja concluído com o maior sucesso possível.

(Com reprodução da Agência Estado)

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