Veja A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou nesta sexta-feira a epidemia de ebola no oeste da África uma emergência de saúde internacional e pediu uma coordenação global para impedir a disseminação do vírus. Até agora, mais de 900 pessoas morreram na Libéria, Guiné, Serra Leoa e Nigéria no maior surto de ebola da história. A OMS declarou a emergência depois de uma reunião de dois dias convocada na Suíça para discutir o surto. Com isso, os países onde foram registradas infecções terão de realizar exames para detectar o ebola naqueles que apresentarem os sintomas da doença em aeroportos, portos e postos de fronteira.
"As possíveis consequências de uma propagação internacional são particularmente graves tendo em vista a agressividade do vírus, os padrões de transmissão e os precários sistemas de saúde dos países afetados", afirmou a OMS em comunicado. Para a organização, o surto atual é um "evento extraordinário" que exige mobilização global. "Uma resposta internacional coordenada é essencial para interromper e reverter a propagação internacional do ebola."
Por enquanto, a OMS não estuda recomendar a restrição nas viagens aos países afetados. Citado pela rede britânica BBC, o responsável pelo setor de segurança sanitária da OMS, Keiji Fukuda, afirmou que com as medidas certas a epidemia de ebola pode ser erradicada. "Não é uma doença misteriosa. É uma doença infecciosa que pode ser contida. Não é uma vírus que se espalha pelo ar", disse ele.
Números ? Desde março deste ano, já foram registrados 1.711 casos de ebola e 932 mortes no atual surto do ebola. Os países infectados são Serra Leoa, Libéria, Guiné e Nigéria. Não existe vacina ou um remédio que cure a doença. A mortalidade da doença pode chegar a 90% - no surto atual, a taxa está em 56%. O vírus é transmitido de pessoa para pessoa principalmente a partir do contato direto com sangue, secreções e outros fluidos corporais. (Foto: Reprodução)
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