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Souto chama PT de incoerente e oportunista político

O democrata disse que não esconde Aécio Neves em sua campanha

22/08/2014 11h24
Por: Redação
A Tarde O democrata Paulo Souto, candidato ao governo estadual, disse nesta quinta-feira, 21, que o PT tem duas posturas a depender se está na oposição ou situação. Ele exemplificou lembrando que tentou aprovar uma lei que permitia que hospitais públicos fossem administrados por entidades filantrópicas na sua primeira gestão (em 1995) e o PT foi contra, alegando que seria uma privatização da saúde, de acordo com ele. No segundo governo de Souto (em 2003), ele disse que reformulou a lei, mas "o PT votou contra (na Assembleia Legislativa) e fez o que podia para atrapalhar". O modelo de gestão acabou aprovado. "Entraram no governo e eu fiquei surpreso, porque mantiveram a lei. Todos os novos hospitais foram geridos por essas organizações e ainda foram além: entregaram um hospital (do Subúrbio) para o setor privado. Eu não sou contra, o que condeno é a falta de coerência. Uma coisa é quando está na oposição e outra na gestão. Isso é oportunismo político e não espere isso de mim", criticou ele, durante entrevista à rádio CBN Salvador. Campanha presidencial Questionado sobre a ausência do candidato à Presidência, Aécio Neves, em suas placas de campanha distribuídas por Salvador, Souto negou que isso esteja acontecendo. "Não estamos escondendo ninguém. Mas tem um partido que está escondendo a cor vermelha, a estrela, o governador (Jaques Wagner) e até a presidente (Dilma Rousseff)", disse Souto, em uma insinuação ao PT. O democrata argumentou que o eleitor diferencia a campanha estadual e nacional, ponderando que isso foi visto no pleito municipal em que o prefeito ACM Neto (DEM) foi eleito, vencendo o candidato apoiado pelo governador e pela presidente. "A população já demonstrou na eleição municipal que sabe que há cada nível de governo. Na Bahia, há um desejo muito forte (de mudança). Na presidência, estamos trabalhando, nos fortalecendo", falou o candidato, comentando que sua liderança nas pesquisas de intenção de voto na Bahia não se reflete na aceitação do candidato tucano para sucessão nacional.     Foto: Arquivo/Ag. Mais Região  
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