O Globo A candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, disse nesta segunda-feira que não usa "dois pesos e duas medidas" ao tratar do suposto envolvimento do PT e do ex-governador Eduardo Campos no escândalo da estatal. Em entrevista ao "Jornal da Record", a candidata disse que a "Petrobras, que era uma empresa respeitada e valorizada, no atual governo está quatro vezes mais endividada e tem o seu patrimônio equivalente a apenas a metade do que era quando a presidente Dilma assumiu o cargo". Na avaliação de Marina, há uma "escândalo que está comprovado no caso da compra da (refinaria) Pasadena (nos Estados Unidos)". - Na Petrobras, esse não é um único escândalo. Uma empresa que era eficiente e hoje está numa situação de completa insolvência em função da incompetência Marina garante que a sua postura, ao tratar dos problemas da estatal, não pode ser considerada incoerente. - Nós queremos a verdade. Isso não tem nada a ver com dois pesos e duas medidas. Dois pesos e duas medidas é querer se promover a custa de escândalo. Questionada se o eleitor poderia confiar nela após as mudanças feitas em seu plano de governo, nas questões sobre casamento gay e energia nuclear, Marina afirmou que as correções são "naturais".

- O eleitor pode confiar em quem apresenta um plano de governo, acho que não deve confiar em quem não tem plano de governo, faz uma série de pontos genéricos. As correções são naturais, foi um erro de processo. É lamentável que exista uma cultura de que o candidato deve insistir no erro.
A candidata também voltou a dizer ser contra a legalização do aborto e da redução da maioridade penal. Sobre a criminalização da homofobia, afirmou que a Justiça não deve tolerar. - Não devemos aceitar qualquer forma de preconceito. Se (o crime) for praticado como discriminação a uma pessoa, pela sua orientação pessoal, não deve ser tolerado pela Justiça.
Foto: Divulgação/PSB