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DEM reivindica vaga de Marcelino Galo para Elinaldo

Democratas alega que a coligação "Unidos para Uma Bahia Melhor" obteve a maior média (107.494,3).

09/10/2014 09h36
Por: Redação
A Tarde assessoria jurídica do Democratas entrou com petição, ontem, no Tribunal Regional Eleitoral reivindicando para a coligação que encabeça, a "Unidos para Uma Bahia Melhor", a vaga destinada ao deputado estadual Marcelino Galo, do PT, da coligação "Pra Bahia Avançar Mais". Argumenta que ocorreu um erro no cálculo da distribuição das 63 cadeiras da Assembleia Legislativa do estado. Pela documentação anexada à petição, ao invés das 23 vagas obtidas pela "Unidos para Uma Bahia Melhor", a coligação teria direito a 24, beneficiando Antônio Elinaldo (DEM), vereador líder da oposição no município de Camaçari, que ficou fora da lista oficial dos eleitos. Nesse caso, a coligação "Pra Bahia Avançar Mais" cairia de 30 para 29 deputados. Individualmente, Galo teve uma votação maior: 39.360. Elinaldo obteve 36.278 votos. Coeficiente A petição foi encaminhada pelo advogado Ademir Ismerim (DEM) ao juiz presidente da Comissão Apuradora do TRE baiano. No seu arrazoado, o DEM diz que na Bahia houve 6.830.468 votos válidos na eleição proporcional para deputado estadual, "segundo a Justiça Eleitoral, o que dá um coeficiente de 108.420". Esse coeficiente, na eleição proporcional, se calcula dividindo os votos válidos pelo número de vagas, que, no caso da Bahia, são 63. Na primeira distribuição, "59 parlamentares automaticamente se elegeram por diversos partidos", diz ainda o DEM, restando, portanto, quatro vagas para serem preenchidas pelo cálculo das sobras. "A primeira coube ao DEM, coligação que teve a maior média (107.494,3). A segunda ficou com o PT (média de 106.211,9), a terceira, com o PSB (com média de 103.641,7); e a última caberia ao Democratas (média de 103.015,3), mas ficou com o PT, que apresentou uma média inferior (102.671,5)", afirma o partido oposicionista. Na visão do presidente do DEM de Camaçari, Helder Almeida, "trata-se de um erro grave e que somente foi constatado porque decidimos fazer contas". Ele argumenta que "se o sistema é único, é bem provável que esteja acontecendo em todo o país, prejudicando candidatos de todos os partidos. A Justiça Eleitoral precisa explicar por que cometeu um erro tão grave". Até o final da tarde de ontem, o Tribunal Regional Eleitoral não havia se pronunciado sobre o caso.

PT aguarda notificação, mas desconfia de "manobra"

O presidente estadual do Partido dos Trabalhadores, Everaldo Anunciação, disse que o partido soube do questionamento em relação à votação na eleição do deputado estadual ?informalmente?. Informou  a assessoria jurídica do PT que o partido aguarda ser notificado pela Justiça Eleitoral para apresentar a defesa. ?Não sabemos em que a reclamação se baseia. Normalmente, a Justiça Eleitoral não costuma errar nesse tipo de cálculo. Queremos que a vontade dos eleitores expressada nas urnas seja respeitada e disso não abriremos mão?, disse. ?Golpe? Ele aproveitou para provocar o DEM, lembrando, segundo ele, das supostas ?manobras? feitas por integrantes do partido no tempo das votações por cédula, quando a sigla era o antigo PFL. ?Espero que não seja mais uma tentativa do DEM de dar mais um golpe do tipo que fazia no passado, que apagava os boletins de urna. Agora com a urna eletrônica fica mais difícil?, disse, acreditando que, sendo uma  questão de cálculo, não será difícil constatar o que ocorreu. Galo classificou a reação do DEM de ?desespero que continua depois da eleição?. ?O resultado é uma questão de matemática, não é de política?, disse.     Foto: Arquivo/Ag. Mais Região
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