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Dupla Ba-Vi pode jogar 1º clássico internacional da história

Bahia enfrenta nesta quarta o Universidad César Vallejo, no Peru, e o Vitória joga contra o Nacional de Medellín (COL) no Barradão.

15/10/2014 10h52
Por: Redação
Agência A Tarde A rodada das oitavas de final da Copa Sul-Americana ocorre neste meio de semana. E a dupla Ba-Vi está com 'a faca e o queijo na mão' para fazer história. Pelos jogos de volta, o Bahia enfrenta nesta quarta-feira, 15, às 22h, o Universidad César Vallejo, no Peru, podendo perder por até dois gols de diferença (à exceção do 2 a 0, placar que leva a decisão para os pênaltis) para avançar à fase seguinte. Nesta quinta, 16, às 19h15, é a vez do Vitória. No Barradão, diante do Nacional de Medellín (COL), precisa de um triunfo simples ou um empate por 0 a 0 ou 1 a 1 para se classificar. Em se confirmando o favoritismo de ambos, o cruzamento da Sul-Americana aponta para um confronto entre tricolores e rubro-negros nas quartas. Em 82 anos de clássico, será o primeiro Ba-Vi da história por uma competição internacional. As prováveis datas para as partidas, ainda não confirmadas pela Conmebol, seriam a ida em 29 ou 30 de outubro e a volta em 12 ou 13 de novembro. Quanto ao local, há a possibilidade de as duas partidas ocorrerem na Fonte Nova.  A Arena já está em negociações com os dois clubes nesse sentido. A ideia é repetir o que se faz no Brasileirão. No Ba-Vi com mando do Bahia, seria 60% do estádio para os tricolores e 40% para os rubro-negros. No outro, a divisão se inverteria. "Sem dúvida será um momento histórico e por isso acreditamos que será uma grande festa das torcidas. Utilizaremos diversos meios de interação via redes sociais, vídeos, além de fotos e mensagens de apoio nos telões. Confirmando os Ba-Vis da Sul-Americana, também já estudamos fazer, em parceira com o marketing dos clubes, ações de incentivo protagonizadas pelos jogadores estrangeiros que atuam em cada um dos dois clubes", afirmou Cláudio Najar, diretor comercial e de marketing da Arena. Semifinal inédita Este tão desejado confronto já representaria um recorde para o estado. Neste caso, tricolores e rubro-negros duelariam para saber quem seria o protagonista da história. O futebol baiano nunca conseguiu ter um clube na semifinal de uma competição internacional oficial. O Bahia chegou perto ao alcançar as quartas de final da Libertadores de 1989. O Vitória, por sua vez, bateu na trave quando parou nas quartas da  Copa Conmebol de 1997. "É motivante encarar um Ba-Vi pela Sul-Americana, que é uma competição muito importante. Vamos brigar até o final por este título", disse o meia tricolor Emanuel Biancucchi. O atacante rubro-negro Dinei, no entanto, faz uma alerta a seu time, mas que serve também para o rival. "Fizemos um bom resultado no jogo de ida, mas não está nada ganho. É preciso o mesmo empenho que tivemos lá no primeiro jogo para conquistarmos esta importante classificação", declarou. Oito Ba-Vis Caso Bahia e Vitória confirmem a classificação, os duelos pela Sul-Americana serão o 7º e o 8º Ba-Vi do ano. Quantidade recorde neste milênio. Em 2014, até aqui, eles se enfrentam em quatro partidas pelo Baianão e duas pelo Brasileiro. A última vez que tricolores e rubro-negros duelaram oito vezes em uma mesma temporada foi em 1999. Foram dois clássicos pela final do Nordestão e outros seis pelo Baianão. Ou seja, desde a virada do milênio, a marca não mais se repetiu (não contabilizando jogos da Copa Governador do Estado, na qual Bahia e Vitória geralmente entram com times juniores). Há exatos 15 anos,  o 9º jogo, curiosamente, só não ocorreu por causa de uma mancha no futebol baiano. Na finalíssima do Baiano de 99, o Vitória se apegou no regulamento da competição e foi para o Barradão. Já o Bahia se valeu de uma liminar da Justiça Comum e partiu para a Fonte Nova. Com cada time em um estádio, o Ba-Vi não aconteceu. Anos depois, a justiça mandou dividir o título. Quantidade enxugada No ano seguinte, a marca dos oito Ba-Vis quase se repetiu. Foram sete clássicos em 2000. O número só não foi além porque o Bahia caiu na fase de classificação do primeiro turno do Baiano. Se tivesse ido à final, teria encarado o grande rival em mais dois jogos. De lá para cá, os campeonatos estaduais se tornaram mais curtos. O fato enxugou a quantidade de clássicos por ano. Outros fatores que diminuíram o número de Ba-Vis por temporada foram a alternância de Bahia e Vitória nas divisões nacionais, que evitou o confronto da dupla pelo Brasileirão, além de fracassos dos dois times nas Copas do Brasil, do Nordeste e Sul-Americana.

Clássicos por ano neste milênio

2000 - 7 Ba-Vis  6 pelo Campeonato Baiano e 1 pelo Brasileirão 2001 - 4 Ba-Vis  1 pelo Campeonato do Nordeste, 2 pelo Campeonato Baiano e 1 pelo Brasileirão 2002  - 6 Ba-Vis 3 pelo Campeonato do Nordeste, 2 pelo Campeonato Baiano e 1 pelo Brasileirão 2003 - 4 Ba-Vis  2 pelo Campeonato Baiano e 2 pelo Brasileirão 2004 - 4 Ba-Vis  4 pelo Campeonato Baiano 2005 - 5 Ba-Vis  4 pelo Campeonato Baiano e 1 pela Série B 2006 - 6 Ba-Vis  4 pelo Campeonato Baiano e 2 pela Série C 2007 - 4 Ba-Vis  4 pelo Campeonato Baiano 2008 - 4 Ba-Vis  4 pelo Campeonato Baiano 2009 - 4 Ba-Vis  4 pelo Campeonato Baiano 2010 - 4 Ba-Vis  4 pelo Campeonato Baiano e 1 pela Copa do Nordeste 2011 - 4 Ba-Vis  4 pelo Campeonato Baiano 2012 - 4 Ba-Vis  4 pelo Campeonato Baiano 2013 - 6 Ba-Vis  4 pelo Campeonato Baiano e 2 pelo Brasileirão
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