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Doleiro diz que Lula e Dilma sabiam de desvios, afirma 'Veja'

Doleiro Alberto Youssef fez um acordo de delação premiada para tentar reduzir as penas a que está sujeito pela participação no esquema.

24/10/2014 09h19
Por: Redação
Folha de S. Paulo O doleiro Alberto Youssef, preso desde março em Curitiba (PR), disse em depoimento à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal que a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula tinham conhecimento do esquema de desvio de recursos na Petrobras, de acordo com reportagem publicada pela "Veja". Segundo a revista, o doleiro ?que fez um acordo de delação premiada com as autoridades para tentar reduzir as penas a que está sujeito pela participação no esquema? disse na última terça-feira (21) ao delegado que presidia o interrogatório que o Planalto sabia de tudo que acontecia na estatal. "Mas quem no Planalto", teria perguntado o delegado, de acordo com o relato da revista. "Lula e Dilma", teria respondido Youssef.
Reprodução
Youssef mostra equipamento que ele diz ter achado dentro da cela, na carceragem da PF em Curitiba (PR)
Youssef mostra equipamento que ele diz ter achado dentro da cela, na carceragem da PF em Curitiba
Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, havia revelado em depoimento ao Judiciário que 3% do valor dos contratos da estatal com empreiteiras eram divididos entre o PT, o PMDB e o PP ?partidos responsáveis pelas indicações dos membros da diretoria. No dia 16 de outubro, a Folha revelou que o ex-diretor da Petrobras citou o senador Sérgio Guerra, morto em março deste ano, no seu acordo de delação premiada (esse já homologado, ao contrário do de Youssef) como beneficiário de propina para esvaziar a CPI da Petrobras, no final de 2009. À época, Guerra era presidente do PSDB. A CPI da Petrobras começou e julho de 2009 e acabou em dezembro sem comprovar nenhuma das suspeitas de desvios e superfaturamento que surgiram quando a comissão foi instalada, em março daquele ano. Guerra (PSDB-PE) e outro senador tucano Álvaro Dias (PSDB-PR) deixaram a CPI no final de outubro dizendo que o rolo compressor do governo barrava investigações sérias. Segundo Costa, o então presidente do PSDB recebeu R$ 10 milhões para usar na campanha eleitoral para deputado federal em 2010. O tucano foi eleito como o sexto mais votado em Pernambuco.
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