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Bolsa desaba 6% e dólar bate R$ 2,54

Preocupado em dar sinais rápidos para acalmar a Bolsa e o setor produtivo, o governo deve reforçar o compromisso com a responsabilidade fiscal e combate à inflação

27/10/2014 09h48
Por: Redação
Folha de S. Paulo Os mercados retomaram os negócios nesta segunda (27), primeiro dia após a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT), com forte valorização no dólar e baixa expressiva da Bolsa brasileira. Pouco depois das 10h15 (horário de Brasília), a moeda americana no câmbio à vista (referência do mercado financeiro) era vendida a R$ 2,5426, com valorização de 3,18%. O dólar comercial, utilizado no comércio exterior, tinha valorização de 3,90% e era negociado a R$ 2,555. Já a Bolsa brasileira tinha uma baixa de 6,10 no Ibovespa, que marcava 48.731 pontos. O dia é marcado por expectativa dos analistas com o impacto da reeleição no preço das ações, especialmente de estatais. As ações das estatais são as que registram maior queda. Após o leilão de abertura (isso acontece quando os preços estão muito divergentes), as ações preferenciais (sem voto) da Petrobras entraram no pregão com baixa da ordem de 14%. Pouco antes das 10h30 (horário de Brasília), os papéis da estatal eram vendidos a R$ 22,61, com baixa de 13,88%. As ações do Banco do Brasil, maior banco brasileiro, têm baixa de 12,36%, negociadas a R$ 22,61. Para analistas, a instabilidade nos mercados brasileiros devem seguir até a presidente Dilma Rousseff anunciar o nome do novo ministro da Fazenda, que deve substituir Guido Mantega a partir de janeiro do próximo ano. Também há uma grande expectativa em relação a mudanças no Banco Central e na fixação de metas factíveis de economia do setor público. Segundo Tony Volpon, responsável por mercados emergentes da japonesa Nomura, é provável que a presidente Dilma apareça nos próximos dias com "palavras conciliatórias" para acalmar os mercados. "Nós achamos que haverá nova decepção", disse em relatório. A coluna Painel da Folha relata que o governo pretende emitir sinais rápidos para tranquilizar a Bolsa e o setor produtivo. "O ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil), porta-voz da área econômica, diz que a presidente Dilma Rousseff vai reforçar o compromisso com a responsabilidade fiscal e o combate à inflação antes da nova posse. No governo, há consenso de que é preciso reabrir o diálogo e deixar para trás as manobras fiscais do primeiro mandato", afirma o texto.
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