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PMDB ignora Dilma em nova propaganda na TV

Em sua primeira aparição na peça, o vice ­presidente, Michel Temer, defenderá uma agenda positiva para o Brasil.

26/02/2015 11h12
Por: Redação
Em meio à crise de relacionamento com o Planalto, o PMDB, principal partido aliado de Dilma Rousseff, levará à TV nesta quinta (26) à noite um programa descolado do PT e que ignora a presidente. Na abertura da propaganda de 10 minutos, o programa alfineta indiretamente o PT ao dizer que não são as "estrelas" que guiarão o partido e o país, mas serão as escolhas que apontarão caminhos. A estrela é o símbolo do PT. Para o marqueteiro Elsinho Mouco, que assina a peça, a frase "é mais poética do que política": "A intenção é reforçar que nada na vida cai do céu e que são as escolhas que nos levam a ser o que somos." Em sua primeira aparição na peça, o vice ­presidente, Michel Temer, defenderá uma agenda positiva para o Brasil. Diz que a apuração de irregularidades não pode paralisar a vida produtiva do país. Ele reforçará apoio à reforma política e à liberdade "plena de informação". O PT defende um projeto de regulamentação da mídia. Temer dirá que o ajuste fiscal fortalecerá a economia e que serão sustentados os programas sociais, sem citar os governos Lula ou Dilma. O comercial trará depoimentos dos seis ministros do PMDB que ocupam pastas no governo Dilma, mas sem referência à presidente: Eduardo Braga (Minas e Energia), Kátia Abreu (Agricultura), Edinho Araújo (Portos), Helder Barbalho (Pesca), Eliseu Padilha (Aviação Civil) e Vinicius Lages (Turismo). O presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), afirmará que seu cargo exige humildade e perseverança para fazer as mudanças que o país requer. E que colocará em pauta temas de interesse da sociedade e que tragam "benefícios para os brasileiros". Já Eduardo Cunha (RJ), presidente da Câmara, citará a reforma política e dirá que mostrará que "os escolhidos" para representar a sociedade "são capazes de cuidar dela". O líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE), dirá que o "mar de crises que invade o noticiário" mostra ser urgente mudar a forma de fazer política no Brasil. Desde a reeleição de Dilma, o PMDB tem se queixado da falta de interlocução com a presidente e de acesso às decisões centrais do governo. Nos bastidores, petistas se queixaram dos comerciais curtos do PMDB na TV exibidos nos últimas dias, peças que já ignoravam Dilma. "Não ter a presença da presidente Dilma, nem citação ao Partido dos Trabalhadores, é absolutamente natural. O programa é peemedebista, não governista", diz Mouco. Nesta quarta, o ministro Pepe Vargas (Relações Institucionais) afirmou que o governo tem de fazer um "mea­culpa" sobre a maneira como trata o PMDB, e que os resultados positivos das gestões Lula e Dilma devem ser atribuídos não só ao PT, mas a toda base aliada. (Matéria reproduzida da Folha de S. Paulo)
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