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Medina inicia a corrida pelo bi mundial na Gold Coast da Austrália: "Tranquilo"

No ano passado, 1º brasileiro campeão mundial venceu ídolo local Joel Parkinson em final emocionante. Para fugir do assédio, ele foi ao Havaí para reta final da preparação

27/02/2015 09h20
Por: Redação
G1 Depois de 38 anos, o Brasil conheceu o seu primeiro campeão mundial de surfe na história. De menino hiperativo a fenômeno, paulista Gabriel Medina saiu da pequena cidade de São Sebastião, no litoral paulista, para conquistar o mundo.Acostumado a quebrar recordes desde cedo, ele agora inspira uma legião de fãs, crianças e adolescentes que sonham com o título no "Circuito dos Sonhos". A corrida pelo bicampeonato mundial será em um lugar especial para o surfista de Maresias: Snapper Rocks, na Gold Coast australiana, etapa de abertura do Circuito Mundial (WCT), na qual ele defende o título. E a batalha inicial será contra o compatriota Wiggolly Dantas e o americano Dane Reynolds, em bateria que, devido às boas condições do mar, tem boas chances de ser realizada logo no primeiro dia de janela. Na temporada 2015, o "Brazilian Storm" ("Tempestade Brasileira") vem ainda mais forte, sendo representado por sete surfistas. No ano passado, Medina tornou-se o primeiro brasileiro a vencer na Gold Coast e o segundo "goofie" (surfa com o pé direito na frente da prancha) a conquistar o título surfando de "backside" as direitas de Snapper Rocks. No caminho, deixou para trás três australianos: Mick Fanning, nas quartas de final, Taj Burrow, na semifinal, e Joel Parkinson, com uma virada emocionante nos últimos minutos: 16,33 a 16,27. - Não me sinto pressionado. Acho que fiz e estou fazendo a minha parte. Estou tranquilo, mas busco sempre me aprimorar. Meus adversários estão evoluindo também. Agora estou mais confiante e com menos pressão. Vou tentar o bi em Snapper. Não existe segredo para se adaptar às diferentes condições do mar, e sim ter uma boa leitura da onda.

RUMO AO BICAMPEONATO MUNDIAL

Medina contou que sente confortável na Austrália e que não teme algum tipo tipo de represália ou torcida contra por ter não só tirado a chance de Mick Fanning ser tricampeão mundial no ano passado, assim como ter impedido a vitória de Parko na última edição da etapa de Gold Coast. - O surfe é tudo na Austrália. Os australianos respiram o surfe e eu gosto muito do pessoal de lá. Eles respeitam e valorizam o bom surfe. Se eu estiver surfando bem, eles vão gostar. Com o lema de que o esforço é momentâneo e a glória é eterna, Medina, de 21 anos, abdicou dos prazeres de um jovem na flor da idade por um objetivo maior. Deixou de lado as festas, os programas com os amigos e até mesmo o futebol para se dedicar inteiramente ao surfe. Antes e durante as etapas, viveu uma espécie de regime militar imposto pelo treinador e padrasto, Charles Saldanha, e ficou totalmente blindado, principalmente na reta final. Mostrou uma maturidade de veterano para lidar com as adversidades, frieza nos momentos decisivos e provou ser capaz de surfar em qualquer tipo de onda, assombrando gigantes como o mito Kelly Slater. A receita será a mesma. Para fugir do assédio, que aumentou consideravelmente após a conquista inédita, pai e filho escolheram o Havaí para ter mais tranquilidade para trabalhar e poder descansar nos dias de folga. Na Austrália, ele receberá o apoio de toda a sua família. - O Charles é muito bom na estratégia. Vamos seguir a mesma receita, com alguns diferenciais para eu melhorar meu desempenho em alguns pontos - analisou Medina, que conciliou os treinos no mar com um trabalho funcional. O responsável pelos treinos funcionais é treinador Allan Menache, que começou a trabalhar com o surfista no final de 2011, mas passou a realizar um plano mais estruturado desde 2013. Para a temporada 2015, o trabalho foi retomado no final de janeiro. Eles treinaram por 14 dias seguidos, geralmente, em dois períodos. A ideia é se dedicar à prática de sete a 12 dias ao longo das 11 etapas do WCT, com exceção de Margaret River e Bells Beach, na Austrália, e de Peniche, em Portugal, já que o atleta não terá tempo hábil para retornar ao Brasil. Além de promover um aumento na resistência, na potência e na mobilidade física, o treino tem como um dos principais focos a prevenção de lesões. Muitos surfistas se tornaram adeptos destes tipos de exercícios. - Os exercícios contemplam tudo o que o surfista precisa para ter um desempenho de alto nível, com base na região do core (regiões lombar, pélvica e quadril, da coxa até a cintura), nos agachamentos, nos movimentos explosivos e de mobilidade. O programa tem como principal objetivo desenvolver movimentos complexos com máxima qualidade técnica, visto que movimentos bem feitos diminuem a incidência de lesões e otimizam a produção de energia. Fomos muito felizes em 2014, o Gabriel competiu em alto nível por todo o ano. Vamos manter a estratégia. O planejamento prevê treinos antes das etapas, exceto a segunda e terceira da Austrália e a segunda da perna europeia. Neste caso, o Charles cuida da manutenção do condicionamento do Gabriel - explicou Allan Menache.

CONFIRA AS BATERIAS DA 1ª FASE

1: Joel Parkinson (AUS), Miguel Pupo (BRA), Brett Simpson (USA) 2: Mich

1: Joel Parkinson (AUS), Miguel Pupo (BRA), Brett Simpson (USA) 2: Michel Bourez (PYF), Sebastian Zietz (HAW), Ricardo Christie (NZL) 3: Kelly Slater (USA), Fredrick Patacchia (HAW), CJ Hobgood (USA) 4: John John Florence (HAW), Jadson Andre (BRA), Glenn Hall (IRL) 5: Mick Fanning (AUS), Matt Banting (AUS), TBD 6: Gabriel Medina (BRA), Wiggolly Dantas (BRA), Dane Reynolds (EUA) 7: Jordy Smith (ZAF), Kai Otton (AUS), Jeremy Flores (FRA) 8: Adriano De Souza (BRA), Filipe Toledo (BRA), Dusty Payne (HAW) 9: Josh Kerr (AUS), Bede Durbidge (AUS), Keanu Asing (HAW) 10: Taj Burrow (AUS), Adrian Buchan (AUS), Matt Wilkinson (AUS) 11: Kolohe Andino (USA), Julian Wilson (AUS), Italo Ferreira (BRA) 12: Owen Wright (AUS), Nat Young (USA), Adam Melling (AUS) (Foto:Reprodução) 
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