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Cunha diz a Dilma que foi erro estimular novo partido

A presidente admitiu que cometeu um erro. Dilma está colocando cadeado depois que a porta foi arrombada.

03/03/2015 10h56
Por: Redação
Ig O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse à presidente Dilma Rousseff que ela errou ao tentar estimular a criação de um partido para fazer contraponto ao PMDB. Em jantar ontem da presidente com a cúpula peemedebista, Cunha falou especificamente do partido que o ministro das Cidades, Gilberto Kassab, pretende criar. A presidente admitiu que cometeu um erro. Dilma está colocando cadeado depois que a porta foi arrombada. Já deveria ter entendido faz tempo que, sem o PMDB, não vai governar. Ainda mais com seu enfraquecimento político neste começo de segundo mandato. E poderia ter passado sem ouvir que errou ao tentar derrubar os peemedebistas. Dilma também aceitou sugestão do vice-presidente da República para criar um novo grupo de articulação política, reunindo semanalmente Michel Temer e líderes do PMDB e de partidos aliados. Constatou o óbvio: não dá para administrar um país sem ouvir seus aliados. Outro destaque foi a ausência do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Ele havia dito na semana passada que a coalizão PT-PMDB era capenga, mas não foi a um jantar para tratar justamente da aliança, o que é contraditório. De toda forma, sua ausência estresse na relação com Dilma, o que não é bom para quem tem de aprovar medidas fiscais no Congresso. Mordomia federal Eduardo Cunha já admitiu que foi um erro a medida que prevê o pagamento de passagens aéreas para os cônjuges dos deputados federais. Diante da repercussão negativa, haverá hoje reunião da Mesa Diretora para cancelar o privilégio. O risco é a mordomia continuar de outra forma. Cunha diz que a regra poderia ser discutida. Mas não há o que debater. Passagem aérea para mulher, marido, companheiro ou companheira de deputado não é um gasto que tenha relação com o exercício do mandato. É uma despesa pessoal do deputado federal. Cada parlamentar já custa ao contribuinte aproximadamente 170 mil reais por mês. Portanto, esse gasto deve sair do bolso do deputado, porque não há interesse público. A decisão da Mesa Diretora deve ser o fim dessa mordomia e não a criação de regras para ver em quais situações aplicá-la. Sentiu a pressão O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, está sob enorme pressão. Só isso explica sair para falar com um grupo de 20 manifestantes, segurar cartaz e fazer discurso defensivo. Ele até disse que investigaria a si mesmo se necessário, o que é demagógico. Mostra tensão e como ele está preocupado com pressões. A lista deverá ser encaminhada hoje ao Supremo Tribunal Federal. Mas o relator da Lava Jato na corte, o ministro Teori Zavascki, analisaria as justificativas para tornar públicos os nomes. Isso pode levar dias ou até semanas, a depender do número de acusados e da complexidade das acusações. Uma vez enviada ao Supremo, a lista deverá vazar. O melhor seria torná-la pública logo, até porque o ministro Teori terá que fazer uma análise detalhada para decidir se aceita ou não os pedidos do Ministério Público. Há interesse público em divulgar logo essa lista e que tipos de procedimento o procurador-geral julga necessários. (Foto:Arquivo Mais Região) 
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