G1 Foi apenas um jogo, mas o desempenho de Kenedy e Gerson na vitória por 3 a 1 sobre o Botafogo, domingo, no Maracanã, foi suficiente para empolgar ainda mais os tricolores sobre a dupla. Dentro do clube, existe a preocupação de que ambos não fiquem deslumbrados e tenham queda de rendimento. O departamento de comunicação, inclusive, fará um media training com as joias antes que sejam convocados para as entrevistas coletivas e também para que saibam se portar nas redes sociais.

Mas não é fácil controlar o assédio. Na internet, Kenedy e Gerson já serviram de inspiração para um trocadilho com a famosa dupla Washington e Assis, o "Casal 20", e viraram o "Casal Sub-20". A principal característica dos ídolos da década de 80, que recentemente ganharam bustos na sede do clube, era a grande sintonia que mostraram em campo, fruto de uma longa parceria e amizade. O caminho para os jovens de Xerém é longo. Gerson tem 17. Kenedy, 19. A comparação com Washington e Assis é injusta, mas as joias já se conhecem bem. Além do time profissional, eles atuaram juntos nas divisões de base e na seleção brasileira sub-20. No clássico contra o Bota, mostraram sintonia também fora de campo. Em vídeo divulgado pelo Flu, o meia faz uma previsão sobre o gol de atacante Capitão do time do Flu campeão brasileiro de 84, Duílio pediu paciência com os garotos e evitou comparações com outras gerações tricolores. - Não acredito (reedição de uma dupla como Assis e Washington), cada época é uma época. Eles tinham uma sintonia de muito tempo. Gerson e Kenedy jogaram juntos na base, na seleção brasileira sub-20... mas acho muito rápido fazer qualquer comparação. Eles têm que ser trabalhados com carinho e paciência. O Kenedy fez um bonito gol. O Gerson também. Se fosse um jogador mais experiente, ia tentar cair na área, mas ele suportou a carga. Mas foi apenas um jogo. Podem ser craques sim, mas temos que dar tempo ao tempo - disse o ex-zagueiro.
Apesar da cautela, Duílio fez elogios e mostrou preocupação com o assédio de grandes clubes europeus, o que pode encurtar a passem dos jogadores nas Laranjeiras. O ex-jogador acredita que é importante para o desenvolvimento deles permanecer mais tempo no Brasil. - Acho que eles têm muito futuro, mas não podemos simplesmente fazer atletas para que sejam vendidos para o exterior. O clube vai precisar de muita habilidade, porque vão despertar a cobiça de clubes estrangeiros. Como o futebol brasileiro anda mal das pernas, podem ser negociados. Importante que fiquem no Brasil para que produzam, e não que saiam e voltem dez anos depois "europeizados".
Kenedy e Gerson são tratados com cuidado dentro do próprio elenco pelos atletas mais experientes. Wagner acredita que isso pode ajudá-los a superar melhor as "cascas de banana" que aparecerem pelo caminho. - No futebol, as coisas acontecem muito rápido. Se fazem um gol, começa essa especulação. O caminho deles será maravilhoso. Mas para superarem as cascas de banana, precisam escutar os mais velhos. Queremos o bem deles, que têm muito a dar. No caminho certo fora do campo, vão longe - disse o camisa 10. Fred virou uma espécie de paizão para os garotos. Para Wagner, as joias têm que acatar tudo o que o capitão falar. - Os garotos precisam se espelhar, sim. Baixar a cabeça e escutar quando o Fred chegar mais junto. Vai ser para o bem deles.
Com a vitória sobre o Botafogo, o Flu chegou a 18 pontos e manteve a terceira posição do Carioca. Na próxima quinta-feira, às 21h, no Maracanã, o Tricolor enfrenta o Bonsucesso.
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