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Cresce a procura por repelentes entre gestantes

Muitas pessoas, sobretudo gestantes, têm recorrido ao uso de repelentes para tentar se proteger das picadas do mosquito

08/12/2015 16h51
Por: Redação
A Tarde A epidemia de dengue e o crescente número de casos de microcefalia, associado à ocorrência do zika vírus, levaram a aumentar a preocupação no combate ao mosquito transmissor dessas doenças, o Aedes aegypti. Em Salvador, muitas pessoas, sobretudo gestantes, têm recorrido ao uso de repelentes para tentar se proteger das picadas do inseto, conforme recomendação do Ministério da Saúde (MS). Por causa disso, farmácias e supermercados da capital baiana registraram um crescimento significativo na venda deste tipo de produto. Em uma farmácia situada em um grande shopping de Salvador, a quantidade de repelentes estocados para cerca de um mês esgotou-se em menos de 15 dias. De acordo com a gerente do estabelecimento, Rejane Freitas, as grávidas são as que mais buscam o produto. "O último frasco de repelente foi comprado no último sábado. De lá para cá, cerca de 30 pessoas estiveram na nossa loja em busca do produto. A maioria delas eram grávidas", afirmou. A aposentada Sandra Lima, 67, foi até uma rede de farmácia popular, na manhã desta segunda, em busca de um repelente para a filha mais velha, Andréia Lima, grávida de seis meses. Na casa dela, duas pessoas já tiveram zika, o que aumentou a preocupação. "Vimos tantos casos na televisão e ficamos bastante preocupados, pois meus filhos caçulas tiveram a doença. Estamos protegendo minha filha e meu neto o quanto podemos, mas todo o cuidado ainda é pouco", disse. Alerta Apesar da recomendação do MS para o uso de repelentes pelas gestantes, especialistas e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alertam que nem todo tipo de produto contra os mosquitos pode ser utilizado por mulheres grávidas. De acordo com orientação da Anvisa, não há impedimento para que grávidas usem repelentes, desde que estejam registrados na própria agência reguladora e que sejam seguidas as instruções do rótulo. Segundo nota divulgada pela agência, estudos indicam que o uso tópico de repelentes, ou seja, direto na pele - à base de n,n-Dietil-meta-toluamida (DEET) -, por gestantes, é seguro. Especialistas, no entanto, recomendam o uso de repelentes naturais - como óleos e velas à base de citronela (planta aromática conhecida por repelir insetos) e o reforço de vitaminas do complexo B. "Nos três primeiros meses de gestação, o uso de qualquer produto químico pode ser perigoso. Então, o mais indicado é que as grávidas optem por produtos naturais, que são tão eficazes quanto os industrializados. Reforçar as vitaminas do complexo B, de acordo com orientação médica, também ajuda a repelir os mosquitos", afirmou a dermatologista Marilúsia Costa. Além da citronela, o médico naturalista Ivan Setúbal orienta, também, o uso de repelentes à base de cravo-da-índia, álcool de cereais e óleo de amêndoas, que podem ser preparados em casa. "Basta misturar 500 ml de álcool de cereais, 10 gramas de cravo-da-índia e 100 ml de óleo e deixar descansar em um recipiente por até quatro dias. Em seguida, basta coar e espalhar sobre o corpo duas vezes por dia", ensinou. Ingredientes: 500 ml de álcool de cereais, 10 g de cravo-da-índia e 100 ml de óleo de amêndoas. Misturar em recipiente, deixar descansar por até quatro dias, coar e passar no corpo duas vezes ao dia. Recomendação a gestantes Repelentes à base de DEET (n,n-Dietil-meta- -toluamida) são os considerados seguros pela Anvisa para gestantes. Já os dermatologistas costumam recomendar o uso dos naturais, sobretudo nos três primeiros meses de gestação. (Foto: Divulgação)
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