Da subestação, saem dez circuitos alimentadores, sendo dois exclusivos para atendimento ao estádio e os demais para interligação à rede elétrica existente, por meio de chaveamentos automatizados. Isso aumenta a confiabilidade do sistema elétrico na região vizinha e reduzirá o tempo para o restabelecimento da energia, em caso de interrupções.
?Toda essa estrutura já está pronta. Foi implantada durante os preparativos para a Copa do Mundo e atende a Fonte Nova e os baianos?, destaca o gerente do Departamento de Planejamento de Rede da Coelba, Joe Tavares. Segundo ele, a estrutura dá suporte para a Arena receber qualquer tipo de evento.
Além da subestação, o projeto de abastecimento do local conta com uma linha de alta tensão de 69 mil volts, subterrânea e com um total de 4 quilômetros de extensão. ?Nós não temos, por exemplo, o risco de a queda de uma árvore vir a interromper o fornecimento de energia. Isso dá uma segurança muito grande ao sistema?, explica Tavares.
Segundo ele, a estrutura implantada é a mais moderna para este tipo de serviço. É a primeira no mundo a contar com dois transformadores de força (de 25 MVA de potência cada), isolados a seco, que operam sem o uso de óleo mineral isolante. Fabricados pela empresa ABB, essa solução favorece o meio ambiente e evita o risco de incêndio. Além disso, os equipamentos são totalmente automatizados.
?A utilização dos mais avançados recursos tecnológicos na subestação Fonte Nova oferece maior confiabilidade no suprimento de energia ao estádio e aos bairros vizinhos?, diz. A escolha do nível inferior para o equipamento de última geração atende requisitos de segurança e tem a ver com o que a Coelba espera em relação ao seu serviço, diz Joe Tavares. ?O nosso trabalho é atender sem sermos notados?, afirma.
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| Subestação foi construída com investimentos de R$ 40 milhões |
Sistema integrado E por falar em segurança, ele explica que diversos equipamentos do local foram construídos em duplicidade. Se um falha, o outro garante o abastecimento. ?O risco é mínimo, porque nós trabalhamos com várias reservas de contingência. Temos dois transformadores, por exemplo. Se um para, o outro entra em operação instantaneamente?, explica.
Esse padrão de contingência, com mais de um equipamento para garantir o abastecimento energético, foi implantado na Fonte Nova por uma exigência da Federação Internacional de Futebol (Fifa), lembra o gerente da Coelba. Mas o padrão não se restringe à Arena. Segundo ele, na maior parte dos bairros de Salvador, a estrutura é parecida, com reserva para os casos de contingências.
?Esse esquema de trabalho com reservas já está presente na maioria de nossos circuitos. Se você prestar atenção, a maior parte das interrupções de energia atualmente acontece por um curto espaço de tempo, às vezes por poucos segundos?, diz. Isso ocorre, segundo ele, porque quase simultaneamente ao desligamento, o sistema redireciona a energia de um outro local para aquele. ?Em praticamente toda a cidade, nós temos como transferir a carga de um local para o outro porque temos um sistema interligado, automatizado e com várias frentes?, explica.
Apesar de toda a estrutura já implantada, no período dos Jogos Olímpicos, a Coelba pretende reforçar a presença de pessoal tanto na Arena Fonte Nova quanto em outros lugares considerados importantes para o sucesso do evento, como o Aeroporto Internacional de Salvador, hotéis, hospitais e pontos em que se espera um grande fluxo de pessoas. ?Nossas equipes serão reforçadas. Mesmo nos locais em que a operação é automatizada, nós iremos manter técnicos a postos, para o caso de eventualidades?, explica.